domingo, 11 de março de 2018

Missão cumprida!

COMPETÊNCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA
Síglia Pimentel Höher Camargo e Cleonice Alves Bosa

Desse modo, Karagiannis, Stainback e Stainback (1999) referem que, diante de uma inclusão adequada, mesmo que uma criança apresente deficiências cognitivas importantes e apresente dificuldades em relação aos conteúdos do currículo da educação comum, como pode ser o caso do autismo, ela pode beneficiar-se das experiências sociais. O objetivo do aprendizado de coisas simples do dia-a-dia (e.g., conhecer-se, estabelecer relações) seria o de as tornarem mais autônomas e independentes possíveis, podendo conquistar seu lugar na família, na escola e na sociedade. Desse modo, “na medida em que esses ‘conteúdos’ vão sendo desenvolvidos e ‘aprendidos’ por esses alunos, torna-se possível a entrada de outros conteúdos, da alfabetização, da matemática, etc.” (Zilmer, 2003, p. 30).

Analisando este recorte do texto, me veio uma sensação de missão, dever cumprido!! Há dois anos atrás, tive uma deficiente visual em minha turma (ela tinha  2 anos de idade). Como trabalhar com ela os "conteúdos" e propostas como com os outros? Na minha ignorância teórica, mas guiada por um bom senso, decidimos caminhar por uma linha onde estimularíamos a autonomia e independência dela. Auxiliar ela a desenvolver coisas simples mas cruciais no seu dia a dia era nosso plano. Ver ela andando pela sala com muita segurança, observar os amigos ajudando ela e a guiando pela escola era incrível! E agora, dois anos depois me deparo com essa teoria que me traz a certeza que fizemos um bom trabalho, andamos pelo caminho certo! "Missão cumprida!"

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