Sempre me perguntei, inclusive é o tema do meu pbwork deste semestre: É possível o surdo entender, sentir e fazer música?
Este vídeo: A encantadora música da língua dos sinais, veio responder minhas perguntas!
É lindo entender o quanto um surdo desenvolve a sensibilidade, compreendendo o som, através da observação de como as pessoas reagem e se comportam em relação ao som. Como somos ouvintes, nos limitamos a entender somente os aspectos sonoros, ligados a audição, esquecendo que a música também é feita de tato, de um corpo que se move e demonstra uma reação diferente à música.
Na cultura surdo movimento equivale ao som!! Incrível, todos somos capazes de sermos tocados pelo poder da música, de formas diferentes, mas todos capazes!!
sábado, 9 de julho de 2016
Muitas expressões!
Sempre fiquei olhando para os poemas e pensando como explorá-los? Que bom que temos respostas!
Ao trabalhar um poema com nossos pequenos, podemos explorar oralmente, mas também através de outras expressões: música, teatro, artes plásticas, jogos, etc.
Que bom que um poema pode ampliar sua vida através de muitas expressões!!!
MInha voz, minha vida!!
É uma lástima que nossos cursos de formação, percam tantas oportunidades para formar profissionais capazes e completos. Hoje estou tendo a oportunidade de receber conhecimentos preciosos na UFRGS, mas durante o período de 5 anos cursei o Magistério e jamais ouvi alguma orientação sobre cuidados com a minha voz. E este filme Minha Voz, Minha Vida! trouxe uma reflexão muito importante! Quando não cuidamos da voz, não cuidamos da nossa saúde e nem do nosso principal instrumento de trabalho. Mas que bom que não é tarde e que podemos começar bons hábitos como: aquecimento, diminuir ruídos, não gritar, tomar bastante água, para que assim possamos dar vida longa a nossa voz!
Unidades da LIBRAS
LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA: ASPECTOS LINGUÍSTICOS
Lodenir Becker Karnopp
(...) pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos. (WRIGLEY 1996, p. 13)
Wow! A LIBRAS é muito mais elaborada do que eu pensava! E me chamou atenção os seus parâmetros ou unidades estudados por uma das áreas da Linguística: Fonética e Fonologia das línguas de sinais.
(a) configuração de mão (CM) (b) locação da mão (L) (c) movimento da mão (M) Análises posteriores sugeriram a adição de outras unidades ou parâmetros, a saber: (d) orientação da mão (OM) (e) expressões não-manuais: expressões faciais (EF) e corporais (EC).
Uma língua organizada, que identifica e legitima uma comunidade muito especial!
(...) pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos. (WRIGLEY 1996, p. 13)
Wow! A LIBRAS é muito mais elaborada do que eu pensava! E me chamou atenção os seus parâmetros ou unidades estudados por uma das áreas da Linguística: Fonética e Fonologia das línguas de sinais.
(a) configuração de mão (CM) (b) locação da mão (L) (c) movimento da mão (M) Análises posteriores sugeriram a adição de outras unidades ou parâmetros, a saber: (d) orientação da mão (OM) (e) expressões não-manuais: expressões faciais (EF) e corporais (EC).
Uma língua organizada, que identifica e legitima uma comunidade muito especial!
Nada sobre os surdos, sem os surdos!!
“Nada sobre nós, surdos, sem nós, surdos!”
Esta frase inicia o texto: Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro de Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende da Interdisciplina de Libras. Ao ler o texto me deparei com a luta entre uma comunidade ouvinte que acha que sabe o que é o melhor para os surdos, como se fossem os donos da verdade e tivessem o direito de ser superiores a alguém. E do outro lado a luta de uma comunidade surda, que luta contra o fechamento de suas escolas, pois este é o ambiente onde tem melhores condições de aprender, socializar, de entender e se fazer entendido. Confesso que também achava a inclusão algo bacana! Mas inclusão, sem uma total integração de condições para a comunicação, para o acesso as aprendizagens é uma grande mentira e algo sem próposito algum! Nada melhor que a própria comunidade surda indicar o que é melhor para eles!
Nada sobre surdos, sem os surdos!
Esta frase inicia o texto: Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro de Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende da Interdisciplina de Libras. Ao ler o texto me deparei com a luta entre uma comunidade ouvinte que acha que sabe o que é o melhor para os surdos, como se fossem os donos da verdade e tivessem o direito de ser superiores a alguém. E do outro lado a luta de uma comunidade surda, que luta contra o fechamento de suas escolas, pois este é o ambiente onde tem melhores condições de aprender, socializar, de entender e se fazer entendido. Confesso que também achava a inclusão algo bacana! Mas inclusão, sem uma total integração de condições para a comunicação, para o acesso as aprendizagens é uma grande mentira e algo sem próposito algum! Nada melhor que a própria comunidade surda indicar o que é melhor para eles!
Nada sobre surdos, sem os surdos!
O perigo de uma única história!
"Então é assim que se cria uma história: mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa, repetidamente e será o que eles se tornarão".
"O jeito mais simples de destruir uma pessoa é contar sua história"
"Insisitir somente em histórias negativas é superficializar experiências e negligenciar tantas histórias que formaram-me"
"Uma única história cria estereótipos. O problema não é que sejam mentira, mas que sejam incompletos"
"A consequência de uma única história: ela rouba das pessoas sua dignidade"
Falas de Chimamanda Adichie no vídeo "O perigo de uma única história"
Temos o péssimo hábito de achar que somos donos da verdade e isso muitas vezes, nos dá o falso direito de opinar sobre os outros. Este vídeo me fez refletir sobre o quanto temos que respeitar, amar, ouvir mais e falar, julgar e se meter menos!!
"O jeito mais simples de destruir uma pessoa é contar sua história"
"Insisitir somente em histórias negativas é superficializar experiências e negligenciar tantas histórias que formaram-me"
"Uma única história cria estereótipos. O problema não é que sejam mentira, mas que sejam incompletos"
"A consequência de uma única história: ela rouba das pessoas sua dignidade"
Falas de Chimamanda Adichie no vídeo "O perigo de uma única história"
Temos o péssimo hábito de achar que somos donos da verdade e isso muitas vezes, nos dá o falso direito de opinar sobre os outros. Este vídeo me fez refletir sobre o quanto temos que respeitar, amar, ouvir mais e falar, julgar e se meter menos!!
Vamos jogar?
De acordo com Piaget, temos as fases do desenvolvimento humano! E para cada fase temos Jogos apropriados para contemplar tudo o que precisa ser desenvolvido.
Jogo de Exercício ( sensório-motor 0 a 2 anos)- não supõe pensamento, nem qualquer estrutura representativa. Sua função é exercitar as condutas por simples prazer funcional ou prazer de tomar poder de suas novas consciências.
Jogo Simbólico ( pré operatório 2 aos 7 anos)- implica a representação de um objeto ausente e uma representação fictícia.
Jogo de Regras ( operatório concreto e formal 7 anos em diante)- são combinações sensório-motoras ou intelectuais com competições dos indivíduos e regulamentos por códigos já existentes ou acordos momentâneos!
Vamos Jogar?
Jogo de Exercício ( sensório-motor 0 a 2 anos)- não supõe pensamento, nem qualquer estrutura representativa. Sua função é exercitar as condutas por simples prazer funcional ou prazer de tomar poder de suas novas consciências.
Jogo Simbólico ( pré operatório 2 aos 7 anos)- implica a representação de um objeto ausente e uma representação fictícia.
Jogo de Regras ( operatório concreto e formal 7 anos em diante)- são combinações sensório-motoras ou intelectuais com competições dos indivíduos e regulamentos por códigos já existentes ou acordos momentâneos!
Vamos Jogar?
Pacote Completo!
No texto Desenvolvimento do Sujeito através do Jogo de Bruna Molozzi, fala que o jogo é essencial ao desenvolvimento, pois ele trabalha o ser como um todo: social, moral e intelectualmente. O jogo promove experimentações, construção de conhecimento de forma prazerosa. E fiquei totalmente surpresa das quantas "coisas" que o jogo desenvolve.
Social: introdução no mundo das relações, encontro com pares, as pessoas descobrem que não são únicos, descentralização, empatia....
Moral: autonomia, tomada de decisão, construção de relações seguras e independentes...
Intelectual: aprendizagem de forma prazerosa, curiosidade, capacidade de expressar pensamento, elaborar ideias, perguntar, motricidade, noções lógico-matemático, linguagem, ritmo...
O jogo, atividade lúdica deve estar no cotidiano da criança, pois através dele a criança tem um desenvolvimento completo que envolve socialização, desenvolvimento moral e construção cognitiva, ou seja, o jogo é um Pacote Completo!
Social: introdução no mundo das relações, encontro com pares, as pessoas descobrem que não são únicos, descentralização, empatia....
Moral: autonomia, tomada de decisão, construção de relações seguras e independentes...
Intelectual: aprendizagem de forma prazerosa, curiosidade, capacidade de expressar pensamento, elaborar ideias, perguntar, motricidade, noções lógico-matemático, linguagem, ritmo...
O jogo, atividade lúdica deve estar no cotidiano da criança, pois através dele a criança tem um desenvolvimento completo que envolve socialização, desenvolvimento moral e construção cognitiva, ou seja, o jogo é um Pacote Completo!
O tripé da Aprendizagem!!
Pensamos que para que se aprenda alguma coisa, apenas o ensino do conteúdo é necessário. Mas quando Henri Wallon diz: "aprendizagem não depende apenas do ensino do conteúdo, são necessários afeto e movimento", ele nos chama atenção de que é preciso muito mais ... É preciso a interação que se resume em três palavras ( respeito, reatividade e reciprocidade) que gera o afeto e o movimento de um corpo que se move e que também aprende assim. Com esta fala, fortalece ainda mais a importância do jogo, pois ele contempla o conteúdo, afeto e o movimento, ou seja, o tripé da aprendizagem!!
Brincar é de VERDADE!
Atuo com a Educação Infantil, faixa etária 2 anos e certo dia, eles estavam brincando na sala e eu estava observando. Naquele dia um dos meninos tinha ido com uma fantasia de um Super Herói e um outro menino havia feito uma capa com um tecido, então também era um Super!!! Eles se jogavam em um colchonete, pulavam, falavam fazendo expressões faciais e corporais, como se fossem Supers de verdade! Naquele momento pensei: "Eles brincam como se fossem de verdade Super-heróis!" e fiquei ali contemplando. Na mesma semana, lendo o texto Concepções do brincar na Psicologia, leio o seguinte: De acordo com Gões, a criança faz experimentações do lugar dos outros". Que incrível! As crianças, não brincam de mentira, elas brincam de VERDADE, elas são Supers de verdade, são mamães, papais, de verdade! Tenho dito agora, que a infância é o único momento da vida onde você pode ser o que quiser, depois você tem que escolher apenas uma "coisa" para ser! Brincar é algo sério e real!
Jogo no Construtivismo!!!
E entender que o Construtivismo, teoria de Piaget sobre o desenvolvimento de estruturas cognitivas, está totalmente presente nos Jogos, me faz entender mais ainda o quanto o jogar pode auxiliar na relação ensino-aprendizagem. Por exemplo, quando uma criança está pulando elástico, ao ter a experiencia de pular e não conseguir acertar ambos os pés no elástico ela ACOMODOU uma informação, assim ela irá ASSIMILAR a informação e chegará a conclusão que se pular mais alto ela conseguirá pisar nos dois lados do elástico. Ao pular de novo e verificar que deu certo, ela ADAPTOU ou EQUILIBROU um novo conhecimento. Realmente, os jogos são altamente Construtivistas!!!!!
Criança com saúde é criança que brinca!
"É a brincadeira que é universal e que é própria da saúde, o brincar facilita o crescimento e portanto a saúde..." Winnicott
Esta citação de Winnicott extraída do texto Concepções do brincar na Psicologia, me fez pensar ainda mais na seriedade da importância da brincadeira no desenvolvimento da criança. A brincadeira não algo cultural, me refiro no sentido de pertencer apenas a crianças de apenas um local, de uma região, ela é algo de TODAS as crianças e é direito delas. Nós como adultos, devemos oportunizar tempo, condições, espaço, materiais para que as crianças possam liberar todo seu potencial de imaginação, criatividade, linguagem e etc.... e assim então ter saúde, ou seja, desenvolver da melhor forma possível, da forma própria que a sua natureza pede: Brincando!!!
Lúdico=aprender=prazer!
No texto "Concepções do brincar na Psicologia" de Therezinha Vieira, Alysson Carvalho e Elisabeth Carvalho, pude ler alguns conceitos que me chamaram atenção. Primeiro trouxe um esclarecimento sobre o termo Lúdico: "O lúdico derivado do termo ludus (latim) remete às brincadeiras, aos jogos de regras, competições, recreações teatrais e liturgicas. Lúdico significa aquilo que se refere tanto ao brincar quanto ao jogar".
Me parece que o termo lúdico está em alta, fala-se tanto em atividades lúdicas, trazer o lúdico, mas fico perguntando se quem usa desta palavra, faz uso com propriedade, pois confesso que até eu tinha um pouco de dúvida. Mas agora, farei uso com propriedade e ainda faço a minha releitura de lúdico: "Lúdico é tudo aquilo que está ligado a aprendizagem, porém de forma imperceptível e altamente prazerosa!".
Me parece que o termo lúdico está em alta, fala-se tanto em atividades lúdicas, trazer o lúdico, mas fico perguntando se quem usa desta palavra, faz uso com propriedade, pois confesso que até eu tinha um pouco de dúvida. Mas agora, farei uso com propriedade e ainda faço a minha releitura de lúdico: "Lúdico é tudo aquilo que está ligado a aprendizagem, porém de forma imperceptível e altamente prazerosa!".
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