terça-feira, 1 de novembro de 2016

Classificando e Seriando na Educação Infantil!

Ao fazer as primeiras leituras, fiquei me questionando, estas relações aparecem na educação infantil?
Ao observar um pouco minhas crianças, já pude constatar que sim!
Primeiro, diariamente temos o exercício de guardar e organizar os brinquedos, cada "coisa" tem seu lugar e as crianças identificam e guardam as coisas corretamente (classificando)



E por que não organizar os carrinhos do menor ao maior como fez o Pedro (seriação)? Realmente a matemática está muito presente no cotidiano da educação infantil!


Classificando e Seriando na sala!

Ao fazer as primeiras leituras, fiquei me questionando, estas relações aparecem na educação infantil?
Ao observar um pouco minhas crianças, já pude constatar que sim!
Primeiro, diariamente temos o exercício de guardar e organizar os brinquedos, cada "coisa" tem seu lugar e as crianças identificam e guardam as coisas corretamente (classificando)



E por que não organizar os carrinhos do menor ao maior como fez este menino? Realmente a matemática está muito presente no cotidiano da educação infantil!


Primeiros Conceitos gerais da matemática!

Em minhas palavras, explicando conceitos de Seriação e Classificação:

Seriação: Trabalha com as diferenças entre os objetos;
Classificação: é a capacidade de se estabelecer critérios ou atributos para um conjunto de objetos.
Essa foi minha primeira leitura, ainda não entendi amplamente as diferenças de conceitos, assim que sigam as leituras!

Muito mais que números!

Alfabetização matemática? Confesso que nunca tinha ouvido falar deste conceito, mas também confesso que fiquei maravilhada ao conhecê-lo! Entender a função da matemática é algo revelador! Entender que não basta a criança reconhecer números mas que é necessário compreender a qual quantidade ela se refere e refletir que muitos aprendem de maneira mecânica, apenas decorando sequencias, mas sem ter o conceito é algo que torna a minha forma de ver a matemática totalmente diferente. Alfabetização em matemática é mais que apenas números, alfabetização em matemática é compreender o que se lê e escrever o que se compreende. A partir dessa leitura, passo a enxergar a matemática com outros olhos, um olhar com mais sentido!

Modernidade à moda antiga!

Ao ler o texto Questões sobre o tempo no Espaço Escolar, Vaz (1997, p.103) aprendo uma definição de  Modernidade : " uma certa experiencia de tempo onde o passado e o futuro são momentos do próprio presente", onde seu valor norteador é a novidade.
Jamais vivemos em um período de mudanças tão rápidas, assim a incerteza é algo que paira sobre nossa sociedade, pois o que é agora, amanhã pode não ser mais. Isso ajuda a explicar as crises de valores, de concepções na sociedade, gerando uma grande angustia e necessidade de substituir o conhecido e seguro pelo desconhecido (Marques, 2001).
 Penso que por mais que vivamos na Modernidade, meu compromisso como educadora é passar valores de respeito, atenção, calma, paciência auxiliando minhas crianças à encontrar seu equilibrio, seu tempo, lugar e permitindo com que eles vivam a beleza  no conhecido.

Quem sou eu?

"O presente é onde nós nos perdemos se esquecermos nosso próprio passado se não tivermos a visão do futuro" (Ayi Kwei Armah, 1989).
Esse trecho do artigo Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos de Hilary Cooper me fez refletir sobre algo muito sério: a história do indivíduo. Todos nós somos constituídos de uma história que carrega uma grande responsabilidade na constituição daquilo que nos formamos. Mas, se minha história não é lembrada? Se não recorda o que vivi?Como saber quem sou eu? Assim, penso sobre a importância dos evocadores de memórias, fotos, objetos, que auxiliam a pessoa a reconstruir sua história em qualquer dado momento. Na escola que atuo, utilizamos o portfólio e fotos para proporcionar às famílias um resgate a história das crianças, mesmo que o presente ainda não peça essa evocação de memória, mas já estou pensando no futuro dessas crianças que ao menos a sua história na educação infantil será facilmente resgatada.

domingo, 9 de outubro de 2016

Ver e Olhar!

Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver de Márcia Tiburi).
Com este pequeno trecho do texto de Márcia Tiburi posso ampliar, reforçar as minhas convicções sobre a diferença entre estes dois termos: Ver e Olhar, ao qual no semestre passado foram explanados pelo texto de Simone Bicca Charczuk.
O conhecer e entender a definição dos conceitos destes termos tem me feito uma educadora mais sensível, analítica. Tenho tentado VER minhas crianças, suas especificidades, individualidade. Penso que se todos os profissionais entendessem a importância deste termo teríamos uma educação mais humana, atenta ao que cada um precisa para se desenvolver conforme suas necessidades.

Seguindo o rumo!

Mais um semestre começando, isso significa que prazos foram vencidos e  novos conteúdos  foram aprendidos. E agora, inicia mais um ciclo, com novas aprendizagens, novos desafios. E esses novos desafios se chamam: Representação do mundo pelos estudos sociais, Representação do mundo pela matemática, Representação do Mundo pelas ciencias naturais e o Seminário Integrador de sempre! Estou com muitas expectativas sobre as oportunidades de ampliar minha visão sobre as várias possibilidades de ver o mundo!

sábado, 9 de julho de 2016

A encantadora música da língua dos sinais

Sempre me perguntei, inclusive é o tema do meu pbwork deste semestre: É possível o surdo entender, sentir e fazer música?
Este vídeo: A encantadora música da língua dos sinais, veio responder minhas perguntas!
É lindo entender o quanto um surdo desenvolve a sensibilidade, compreendendo o som, através da observação de como as pessoas reagem e se comportam em relação ao som. Como somos ouvintes, nos limitamos a entender somente os aspectos sonoros, ligados a audição, esquecendo que a música também é feita de tato, de um corpo que se move e demonstra uma reação diferente à música.
Na cultura surdo movimento equivale ao som!! Incrível, todos somos capazes de sermos tocados pelo poder da música, de formas diferentes, mas todos capazes!!

Muitas expressões!

         Sempre fiquei olhando para os poemas e pensando como explorá-los? Que bom que temos respostas!
Ao trabalhar um poema com nossos pequenos, podemos explorar oralmente, mas também através de outras expressões: música, teatro, artes plásticas, jogos, etc.
         Que bom que um poema pode ampliar sua vida através de muitas expressões!!!

MInha voz, minha vida!!

É uma lástima que nossos cursos de formação, percam tantas oportunidades para formar profissionais capazes e completos. Hoje estou tendo a oportunidade de receber conhecimentos preciosos na UFRGS, mas durante o período de 5 anos cursei o Magistério e jamais ouvi alguma orientação sobre cuidados com a minha voz. E este filme Minha Voz, Minha Vida! trouxe uma reflexão muito importante! Quando não cuidamos da voz, não cuidamos da nossa saúde e nem do nosso principal instrumento de trabalho. Mas que bom que não é tarde e que podemos começar bons hábitos como: aquecimento, diminuir ruídos, não gritar, tomar bastante água, para que assim possamos dar vida longa a nossa voz!

Unidades da LIBRAS

LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA: ASPECTOS LINGUÍSTICOS Lodenir Becker Karnopp

(...) pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos. (WRIGLEY 1996, p. 13)

Wow! A LIBRAS é muito mais elaborada do que eu pensava! E me chamou atenção os seus parâmetros ou unidades estudados por uma das áreas da Linguística:  Fonética e Fonologia das línguas de sinais.

(a) configuração de mão (CM) (b) locação da mão (L) (c) movimento da mão (M) Análises posteriores sugeriram a adição de outras unidades ou parâmetros, a saber: (d) orientação da mão (OM) (e) expressões não-manuais: expressões faciais (EF) e corporais (EC).

Uma língua organizada, que identifica e legitima uma comunidade muito especial!

Nada sobre os surdos, sem os surdos!!

“Nada sobre nós, surdos, sem nós, surdos!”
Esta frase inicia o texto: Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro de  Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende da Interdisciplina de Libras. Ao ler o texto me deparei com a luta entre uma comunidade ouvinte que acha que sabe o que é o melhor para os surdos, como se fossem os donos da verdade e tivessem o direito de ser superiores a alguém. E do outro lado a luta de uma comunidade surda, que luta contra o fechamento de suas escolas, pois este é o ambiente onde tem melhores condições de aprender, socializar, de entender e se fazer entendido. Confesso que também achava a inclusão algo bacana! Mas inclusão, sem uma total integração de condições para a comunicação, para o acesso as aprendizagens é uma grande mentira e algo sem próposito algum! Nada melhor que a própria comunidade surda indicar o que é melhor para eles!
Nada sobre surdos, sem os surdos!

O perigo de uma única história!

"Então é assim que se cria uma história: mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa, repetidamente e será o que eles se tornarão".

"O jeito mais simples de destruir uma pessoa é contar sua história"

"Insisitir somente em histórias negativas é superficializar experiências e negligenciar tantas histórias que formaram-me"

"Uma única história cria estereótipos. O problema não é que sejam mentira, mas que sejam incompletos"

"A consequência de uma única história: ela rouba das pessoas sua dignidade"

Falas de Chimamanda Adichie no vídeo "O perigo de uma única história"

Temos o péssimo hábito de achar que somos donos da verdade e isso muitas vezes, nos dá o falso direito de opinar sobre os outros. Este vídeo me fez refletir sobre o quanto temos que respeitar, amar, ouvir mais e falar, julgar e se meter menos!!

Vamos jogar?

De acordo com Piaget, temos as fases do desenvolvimento humano! E para cada fase temos Jogos apropriados para contemplar tudo o que precisa ser desenvolvido.

Jogo de Exercício ( sensório-motor 0 a 2 anos)- não supõe pensamento, nem qualquer estrutura representativa. Sua função é exercitar as condutas por simples prazer funcional ou prazer de tomar poder de suas novas consciências.

Jogo Simbólico ( pré operatório 2 aos 7 anos)- implica a representação de um objeto ausente e uma representação fictícia.

Jogo de Regras ( operatório concreto e formal 7 anos em diante)- são combinações sensório-motoras ou intelectuais com competições dos indivíduos e regulamentos por códigos já existentes ou acordos momentâneos!
Vamos Jogar?

Pacote Completo!

No texto Desenvolvimento do Sujeito através do Jogo de Bruna Molozzi, fala que o jogo é essencial ao desenvolvimento, pois ele trabalha o ser como um todo: social, moral e intelectualmente. O jogo promove experimentações, construção de conhecimento de forma prazerosa. E fiquei totalmente surpresa das quantas "coisas" que o jogo desenvolve.

Social: introdução no mundo das relações, encontro com pares, as pessoas descobrem que não são únicos, descentralização, empatia....

Moral: autonomia, tomada de decisão, construção de relações seguras e independentes...

Intelectual: aprendizagem de forma prazerosa, curiosidade, capacidade de expressar pensamento, elaborar ideias, perguntar, motricidade, noções lógico-matemático, linguagem, ritmo...

O jogo, atividade lúdica deve estar no cotidiano da criança, pois através dele a criança tem um desenvolvimento completo que envolve socialização, desenvolvimento moral e construção cognitiva, ou seja, o jogo é um Pacote Completo!

O tripé da Aprendizagem!!

Pensamos que para que se aprenda alguma coisa, apenas o ensino do conteúdo é necessário. Mas quando Henri Wallon diz: "aprendizagem não depende apenas do ensino do conteúdo, são necessários afeto e movimento", ele nos chama atenção de que é preciso muito mais ... É preciso a interação que se resume em três palavras ( respeito, reatividade e reciprocidade) que gera o afeto e o movimento de um corpo que se move e que também aprende assim. Com esta fala, fortalece ainda mais a importância do jogo, pois ele contempla o conteúdo, afeto e o movimento, ou seja, o tripé da aprendizagem!!

Brincar é de VERDADE!

Atuo com a Educação Infantil, faixa etária 2 anos e certo dia, eles estavam brincando na sala e eu estava observando. Naquele dia um dos meninos tinha ido com uma fantasia de um Super Herói e um outro menino havia feito uma capa com um tecido, então também era um Super!!! Eles se jogavam em um colchonete, pulavam, falavam fazendo expressões faciais e corporais, como se fossem Supers de verdade! Naquele momento pensei: "Eles brincam como se fossem de verdade Super-heróis!" e fiquei ali contemplando. Na mesma semana, lendo o texto Concepções do brincar na Psicologia, leio o seguinte: De acordo com Gões, a criança faz experimentações do lugar dos outros". Que incrível! As crianças, não brincam de mentira, elas brincam de VERDADE, elas são Supers de verdade, são mamães, papais, de verdade! Tenho dito agora, que a infância é o único momento da vida onde você pode ser o que quiser, depois você tem que escolher apenas uma "coisa" para ser! Brincar é algo sério e real!

Jogo no Construtivismo!!!

 E entender que o Construtivismo, teoria de Piaget sobre o desenvolvimento de estruturas cognitivas, está totalmente presente nos Jogos, me faz entender mais ainda o quanto o jogar pode auxiliar na relação ensino-aprendizagem. Por exemplo, quando uma criança está pulando elástico, ao ter a experiencia de pular e não conseguir acertar ambos os pés no elástico ela ACOMODOU uma informação, assim ela irá ASSIMILAR a informação e chegará a conclusão que se pular mais alto ela conseguirá pisar nos dois lados do elástico. Ao pular de novo e verificar que deu certo, ela ADAPTOU ou EQUILIBROU um novo conhecimento. Realmente, os jogos são altamente Construtivistas!!!!!

Criança com saúde é criança que brinca!

"É a brincadeira que é universal e que é própria da saúde, o brincar facilita o crescimento e portanto a saúde..." Winnicott

Esta citação de Winnicott extraída do texto Concepções do brincar na Psicologia, me fez pensar ainda mais na seriedade da importância da brincadeira no desenvolvimento da criança. A brincadeira não algo cultural, me refiro no sentido de pertencer apenas a crianças de apenas um local, de uma região, ela é algo de TODAS as crianças e é direito delas. Nós como adultos, devemos oportunizar  tempo, condições, espaço, materiais para que as crianças possam liberar todo seu potencial de imaginação, criatividade, linguagem e etc.... e assim então ter saúde, ou seja, desenvolver da melhor forma possível, da forma própria que a sua natureza pede: Brincando!!!

Lúdico=aprender=prazer!

         No texto "Concepções do brincar na Psicologia" de Therezinha Vieira, Alysson Carvalho e Elisabeth Carvalho, pude ler alguns conceitos que me chamaram atenção. Primeiro trouxe um esclarecimento sobre o termo Lúdico: "O lúdico derivado do termo ludus (latim) remete às brincadeiras, aos jogos de regras, competições, recreações teatrais e liturgicas. Lúdico significa aquilo que se refere tanto ao brincar quanto ao jogar".
         Me parece que o termo lúdico está em alta, fala-se tanto em atividades lúdicas, trazer o lúdico, mas fico perguntando se quem usa desta palavra, faz uso com propriedade, pois confesso que até eu tinha um pouco de dúvida. Mas agora, farei uso com propriedade e ainda faço a minha releitura de lúdico: "Lúdico é tudo aquilo que está ligado a aprendizagem, porém de forma imperceptível e altamente prazerosa!".

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O outro lado da moeda!

Confesso que sempre achei que as escolas ditas ''normais'' seriam o espaço apropriado para os surdos, cegos, enfim, como oportunidade de inclusão, de diminuir as diferenças entre os diferentes. Mas uma coisa é eu olhar esta escola como um benefício próprio, um espaço que está dando conta de mim,  sem me dar conta se ela está atendendo as especificidades dos outros. E após ler o texto: " Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro de Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende, passo a entender o outro lado da moeda. Não basta estar no mesmo espaço físico, se as condições para aprender não são iguais e não contemplam todos, se as propostas, materiais a até mesmo a qualificação dos professores não contemplam todos. Que bom seria se as escolas se as escolas tivessem todos os professores bilingues ( libras e português), se os próprios ouvintes fossem inseridos e aprendessem a utilizar também a línguas dos sinais!! Infelizmente estamos um pouco longe desta realidade e após está leitura passo a entender mais a comunidade surda, suas lutas, razões e também travo a luta a favor da escola bilingue, uma escola capaz de trazer qualidade de ensino, de atendimento, de informação, formação e que respeite a comunidade surda!!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Poema = Poesia ou Poema # Poesia??

Confesso que sempre quis entender melhor Poesia e Poema. Me perguntava é a mesma coisa? São diferentes? No que diferem? E o slide Poética e Poesia de Literatura veio para responder as minhas perguntas!Este esquema me auxiliou a entender que na verdade estão interligados, mas são diferentes!



segunda-feira, 9 de maio de 2016

Jogar para desenvolver!!

Estudos e pesquisas vêm trazendo o jogo como uma atividade essencial ao desenvolvimento social, moral e intelectual do sujeito (Bruna Molozzi). 

Hoje lendo o material da Interdisciplina Ludicidade e Educação, me deparo com esta informação de uma forma tão geral, mas tão importante e carregada de significados! Já havia ouvido falar  sobre a importância social do jogo, pois a criança passa a entender que não é única, passa a compartilhar seus brinquedos e cuidar do que é do outro! No intelectual o jogo pode ser usado para trabalhar diversas aprendizagens de forma prazerosa! Mas o que me chamou muito a atenção foi o desenvolvimento moral, em um jogo é possível  trabalhar a autonomia e tomada de decisões! 

Vivemos em uma época onde vemos cada vez mais as pessoas inseguras, com medos, tendo muitas vezes que buscar em ajudas, principalmente de terapeutas e psicólogos, orientações para as suas vidas! Fico me perguntando, o quanto estes adultos foram privados de brincar, de jogar???  Se todos soubessem a importância do jogar e do brincar, jamais privariam nossas crianças desse prazer cheio de benefícios para o surgimento de um adulto pleno!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Registros de desenho!!


Estágios de desenho!!

Aqui estão alguns registros que fiz o ano passado quando desenvolvi um trabalho voltado ao desenho com uma faixa etária de 3 anos. Foi interessante pois pude comtemplar os estágios na prática e "tirar a prova" de que o desenho é a representação do pensamento, aquilo que está na mente da criança! Com isso, fiz várias ações para ampliar o repertório, ampliar pensamento, o olhar das crianças.




     ‘’ A roda do carro do meu pai dirigindo pra ele vê se funciona, pra como ajudar um amigo   
pra  empurrar o carro’’.(Katrine- 4 anos). 
                                                                  Incapacidade Sintética
 


“Nada!”(Brayan- 4anos)
1 Estágio: Realismo Fortuito, 2 nível: desenho involuntário.
 

Eu fiz o titio com uma perna”.
(Luiza- 4 anos)
Realismo Intelectual 



“A minha mãe com um bebê na barriga e o nome dela era Duda que nem o meu! ”
(Eduarda-4 anos).
Incapacidade sintética: os objetos, itens do desenho estão apresentados de uma forma separada um do outro.

Abaixo, um desenho de uma casa antes e depois de um trabalho intenso de observações a casa, vemos que o desenho foi enriquecido, ou seja, o pensamento desta criança sobre "casas" foi enriquecido.
Antes

e depois de um trabalho de observação

Na Hora Certa!

Em minha escola de atuação, estamos iniciando uma nova trajetória em nossos planejamentos: a Documentação Pedagógica baseada em Loris Mallaguzi e na caminhada das escolas de Reggio Emilia. Como sabemos este tipo de trabalho requer uma atenção muito grande do professor, pois deve tirar o foco de si para observar sua criança, observar suas ações, seus atos, o que tem intereesse para ela. Quando recebemos a tarefa em Seminário Integrador sobre Olhar e Ver e li o texto de Simone Bica Charczuk trazendo uma diferença entre estes dois termos, fiquei maravilhada!!! É isto que precisava, na hora certa, momento certo! Pois a documentação pedagógica vai além do que Ver as crianças, mas de Olhar para elas. E isto trouxe uma clareza muito grande, Ver é o descritivo, razo, sem aprofundamento, o Olhar é enxergar além, os detalhes antes não vistos, é o apurado, detalhado. Me sinto confiante, pois esta nova aprendizagem já fez diferença na minha prática: na Hora Certa!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Voltando a ser criança!!

Que aula maravilhosa de Ludicidade e Educação!!! Nada melhor que um momento de além de nos equipar com repertório de brincadeiras novas como Terremoto, Energizado ou Zip, Zap, Zup, poder sentir a alegria, vibração, energia que a brincadeira, o brincar nos traz!!!! Ansiando para que este semestre seja cheio de alegria, risadas, enfim, um semestre "brincante"!!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Relembrado!!!

    Depois de minha preocupação em não lembrar de alguns conhecimentos aprendidos na Interdisciplina de Alfabetização, fui atrás de antigos textos e está aí, tudo fresquinho na memória outra vez:
              Estágios do desenho (Luquet):
1 estágio: Realismo Fortuito
    1 nível - Desenho Involuntário: as crianças não representam, não dizem nada sobre o desenho delas, não tematizam, apenas rabiscam pelo prazer dos movimentos e dos traços que realiza.
    2 nível - Desenho Voluntário: as crianças começam a interpretar suas marcas gráficas, passa a ter intenção de representar o seu meio através do desenho e sua interpretação acerca dos rabiscos pode mudar de acordo com as circunstancias do momento.

2 estágio: Incapacidade Sintética
A criança passa a construir formas diferenciadas para cada categoria do objeto. A criança se preocupa em estabelecer relação entre os elementos de cada objeto e não entre eles.

3 estágio: Realismo Intelectual
Os objetos antes dispersos na folha, passam a ser considerados como atores de uma cena. A criança utiliza-se de vários processos para representar as formas exemplares: rebatimento, planificação, transparência, formas tangentes, mudanças de pontos de vista.

4 estágio: Realismo Visual
É aquele em que a criança busca desenhar apenas o que percebe visualmente dos objetos, em que procura representar a profundidade,  sobreposição, opacidade, distâncias e proporções dos objetos.                 

Relembrando!

Para mim, o que mais amei aprender e estudar no semestre passado foi sobre a relação desenho e escrita!! Estudei muito, li muito! Esta semana tentando relembrar, me enrolei!! Não acredito! Como não lembro?! O "negócio" é eventualmente pegar antigos materias e textos para manter as informações bem guardadas!!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sempre tem " a ver" !!

Analisar o blog dos colegas?Ter que escrever para alguém analisar minha escrita? Que coisa chata! O que tem a ver!? Enfim, são muitos os pensamentos que aparecem em nossa mente em frente aos desafios propostos e às vezes me sinto como lá no tempo de escola( infância/adolescência), onde tudo era "chato"! Abro meu blog e lá nas observações feitas por minha colega, me deparo com algumas colocações, sugestões, ex: você não colocou o título da postagem! Como não?? Eu que nunca esqueço de nada, esqueci justo isso! Agora, nunca mais vou esquecer que tenho que colocar um título e outras coisinhas mais! Pois é, esta atividade que parecia ser tão "nada a ver" com certeza contribui e continuará contribuindo de alguma forma!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lindo Jardim!

No dia 16 de março retornamos com tudo em nosso Curso PEAD UFRGS !! Rever colegas, compartilhar emoções vividas nas férias, mas também momento de compartilhar expectativas sobre o futuro! Que tal expressar estas expectativas em um cartaz, juntamente com as expectativa de colegas queridos?!
Eis aí a réplica de nossa expressão:
Por: Anderson, Bianca, Giovana e Lidiele
Nós (educandos) somos o solo, a instituição (UFRGS) o regador que "abastece" e cuida do solo. Espero que em meu jardim nasça muito FOCO, DEDICAÇÃO, COMPREENSÃO, DEDICAÇÃO e PERSEVERANÇA. Mas para isso eu também tenho que cuidar do solo, virar a terra, tirar os inços, enfim, não permitir que algo atrapalhe o crescimento do meu "Lindo Jardim"!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Eterno Aprendiz!



"O lugar do educador é imediatamente relativo ao do educando, e vice versa. Vale lembrar que guardadas as especificidades das atribuições de agente e clientela, ambos são parceiros de um mesmo jogo. E o nosso rival é a ignorância, a pouca perplexidade e o conformismo diante do mundo. (Aquino 2000, p. 95) "
Mais um semestre da faculdade iniciando e realizando leituras para a escola  me deparo com esta citação! Muitas vezes, nós educadores queremos nos colocar acima de nossos educandos, como se soubéssemos mais, ou soubéssemos tudo. Esta citação me fez pensar sobre meu dever de ser inconformada com a bagagem que tenho, de querer aprender mais, saber mais da minha área, enfim, de sempre  me colocar no lugar que todo professor deveria permanecer: de eterno aprendiz !!
E neste lugar de eterna aprendiz, participando do mesmo "jogo" que meus educandos, quero que de fato possa ter muito ânimo para aprender e realizar as propostas do semestre, tentando vencer meus piores rivais: a ignorância, pouca perplexidade e conformismo diante do mundo!



Referência teórica:
AQUINO, Julio Groppa. Do cotidiano escolar: ensaios sobre a ética e seus a avessos. São Paulo: Summus, 2000.