quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Devido lugar
A cada dia fico mais intrigada com a complexidade e seriedade desta "caixinha'' chamada inconsciente. Quantas coisas temos guardadas em nós, que nos influenciam de uma forma tão séria e direta até hoje. Observando as fases do desenvolvimento psicossexual segundo Freud, começo a entender minha grande e histórica briga com a balança. Aos 6 anos de idade, meu bico foi tirado de uma forma traumática. É certo que, mesmo com 6 anos, já indicava uma fixação na fase oral e com esta situação, se agravou ainda mais. Por isso hoje em todos os momentos e situações, minha fonte de prazer ainda está na boca, como quando feliz, triste, enfim. Pois é, não tem jeito, acho que está na hora de deixar a fase oral em seu devido lugar!!
Tirar?!
Tenho uma aluna de 3 anos que vive a Minnie! Diariamente ela chega a escola com a roupa da Minnie (rosa), com uma tiara da Minnie, enfim, tudo da Minnie. Ela brinca que é a Minnie, inclusive fala ''fininho'' como a Minnie! Esta semana a sua blusa da Minnie sujou, foi um grande sofrimento para ela conseguir tirar! Tirar?! Mas no caso dela, o que se tem que tirar são coisas muito além e profundas do que a blusa! Deve-se tirar a influência de comportamento, de forma de ser, de falar que está menina está recebendo, sem ao mesmo ter o direito de se defender! Tirar da família a venda nos olhos, para que possam entender o quanto estão sendo influenciados e manipulados por uma mídia que visa e enxerga somente consumidores! Esta menina, de apenas três anos, tem que ter o direito de ser criança, de ser ela mesma e não ser o que o consumo quer que ela seja!
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Olhos azuis!
"Se para muitos, no senso comum, a primeira infância já tida como sem
voz, pense então o que é ser sem voz, ser invisível e ser infantil."
Camila Bettim Borges e Susana Rangel Vieira da Cunha
Após esta leitura, fiquei perplexa ao pensar com o que estamos fazendo com a infância ,a forma com que rotulamos as crianças e esperamos que elas sejam e como nos deixamos influenciar, mesmo que muitas vezes, inconscientemente pelas mídias expostas a nós . Lembrei imediatamente da primeira boneca que ganhei na minha vida. Eu tinha três anos de idade e estava esperando muito por aquele presente. Na noite de Natal do ano de 1900, meu avô me entregou um pacote. Quando abri, o presente que tanto esperei, uma boneca da Estrela, pele branca, cabelos loiros e olhos azuis. Aquela boneca me acompanhou durante muitos anos e confesso que sim, ela trazia influencias sobre minha forma de pensar. Meu sonho era ter filhos com os olhos azuis, como os da minha boneca, ficava pensando: Como vou te-los, eu sou morena, vou ter que me relacionar com alguém loiro?! Que bom, que isso não influenciou de fato na hora de dizer sim ao meu esposo, pois ele também é moreno e de olhos castanhos, que bom que meu amor por ele foi maior do que o desejo imposto, colocado em mim de ter filhos de olhos azuis!
Camila Bettim Borges e Susana Rangel Vieira da Cunha
Após esta leitura, fiquei perplexa ao pensar com o que estamos fazendo com a infância ,a forma com que rotulamos as crianças e esperamos que elas sejam e como nos deixamos influenciar, mesmo que muitas vezes, inconscientemente pelas mídias expostas a nós . Lembrei imediatamente da primeira boneca que ganhei na minha vida. Eu tinha três anos de idade e estava esperando muito por aquele presente. Na noite de Natal do ano de 1900, meu avô me entregou um pacote. Quando abri, o presente que tanto esperei, uma boneca da Estrela, pele branca, cabelos loiros e olhos azuis. Aquela boneca me acompanhou durante muitos anos e confesso que sim, ela trazia influencias sobre minha forma de pensar. Meu sonho era ter filhos com os olhos azuis, como os da minha boneca, ficava pensando: Como vou te-los, eu sou morena, vou ter que me relacionar com alguém loiro?! Que bom, que isso não influenciou de fato na hora de dizer sim ao meu esposo, pois ele também é moreno e de olhos castanhos, que bom que meu amor por ele foi maior do que o desejo imposto, colocado em mim de ter filhos de olhos azuis!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Entender para ser mais sensível!
''Olha só a fulaninha, até bico começou a chupar depois que o irmão nasceu!''
Neste momento fico refletindo e chego a conclusão de que quantas frases desnecessárias e sem entendimento deixaríamos de falar se entendêssemos melhor o ser humano, suas angústias, medos e reações. Se entendêssemos que a ''fulaninha'' talvez não estava preparada para receber um irmão e está apenas se defendendo usando um mecanismo de defesa: regressão, teríamos mais sensibilidade, mais amor e deixaríamos de fazer comentários sem amor e respeito com o próximo.
Neste momento fico refletindo e chego a conclusão de que quantas frases desnecessárias e sem entendimento deixaríamos de falar se entendêssemos melhor o ser humano, suas angústias, medos e reações. Se entendêssemos que a ''fulaninha'' talvez não estava preparada para receber um irmão e está apenas se defendendo usando um mecanismo de defesa: regressão, teríamos mais sensibilidade, mais amor e deixaríamos de fazer comentários sem amor e respeito com o próximo.
3 em 1!!
Quer dizer que minha mente é 3 em 1?! Que nela tem uns camaradas que moram juntos, discordam um do outro, mas que não conseguem viver separados?
Deixa eu apresentar quem são eles! Ego, Superego e Id.
O Ego é o eu de cada um, o defensor da personalidade. A principal função dele é harmonizar os desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências; os valores da sociedade.
O Superego é a sociedade, moral e educação. Ele é formado pelos hábitos e costumes que a sociedade nos inculca desde que nascemos, através da educação que vai nos sendo imposta por nossos pais, parentes, professores e chefes. O Superego faz a seleção e repressão de nossos impulsos instintivos.
O Id não faz planos, não espera, busca soluções imediatas para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Ele não tem contato com a realidade, e uma satisfação na fantasia pode ter o mesmo efeito de atingir o objetivo através de uma ação concreta. O Id desconhece juízo, lógica, valores, ética, moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, antissocial, egoísta e dirigido ao prazer.
Agora, conhecendo melhor esta ''turma'', entendo alguns pensamentos que percorrem nossa mente. E pra você Ego (o mais consciente de todos) desejo boa sorte e que consiga controlar esta galera!
Deixa eu apresentar quem são eles! Ego, Superego e Id.
O Ego é o eu de cada um, o defensor da personalidade. A principal função dele é harmonizar os desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências; os valores da sociedade.
O Superego é a sociedade, moral e educação. Ele é formado pelos hábitos e costumes que a sociedade nos inculca desde que nascemos, através da educação que vai nos sendo imposta por nossos pais, parentes, professores e chefes. O Superego faz a seleção e repressão de nossos impulsos instintivos.
O Id não faz planos, não espera, busca soluções imediatas para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Ele não tem contato com a realidade, e uma satisfação na fantasia pode ter o mesmo efeito de atingir o objetivo através de uma ação concreta. O Id desconhece juízo, lógica, valores, ética, moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, antissocial, egoísta e dirigido ao prazer.
Agora, conhecendo melhor esta ''turma'', entendo alguns pensamentos que percorrem nossa mente. E pra você Ego (o mais consciente de todos) desejo boa sorte e que consiga controlar esta galera!
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