Sempre me questionei muito sobre a forma com que as escolas ensinam, muitas vezes de uma totalmente desinteressante, desconexa da realidade, sem criatividade ou interação. Sempre pensava, imaginando uma aula de matemática através da culinária, seria demais!!Ou aulas de geografia e história com visitas a espaços reais.
No meu estágio, tenho prezado por possibilitar experiências ricas, de materiais, de possibilidades e sempre prezando pela integração de mente e corpo. Mas o ponto que quero tocar é a respeito dos materiais, pontualmente o investimento financeiro. Tenho descoberto que este meu desejo por estas aulas criativas, só é possível com o investimento em materiais. Como não tenho materiais na escola, somente neste mês já investi quase R$100,00 em folhas, papéis, canetas e outros mais. Tenho percebido que para proporcionar experiências ricas para os alunos, pensar em geração e no investimento em materiais é fundamental, pois para fazer uma culinária tem que ter os ingredientes e todos os outros utensílios. Para fazer um passeio precisa ser pago o ônibus e assim por diante. Para ter um espaço educador, precisa ter brinquedos de qualidade. Assim, não há como pensar em educação de qualidade sem pensar neste aspecto! Dessa forma, será que podemos dizer que uma epistemologia também tem seu preço?
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Nossa, que bagunça!!!
Depois de observar a escola, as crianças, um dos meus focos principais do estágio era potencializar a brincadeira das crianças, pensando materiais, tempo, e principalmente garantindo a ação delas sobre os objetos e as interações entre elas. Desde o início sabia que teria que ir com calma, devagar, para não assustar as colegas, pois esta "dinâmica" não era adotada pela escola. Na primeira semana, enquanto brincavam, exploravam, criavam livremente, a coordenadora entrou na sala e disse: "Nossa, que bagunça!", na mesma hora eu gelei! Algumas coisas, rapidamente, passaram sobre minha mente, exemplo, agora ela vai barrar o brincar das crianças, ela vai fazer uma má avaliação do meu trabalho, isso vai prejudicar meu estágio! Mas rapidamente, já veio a minha mente que estar em sala é uma "luta", pois é necessário lutar pelo que acredita e saber se colocar teoricamente tanto para si mesmo quanto para os questionamentos. Se eu acredito em uma pedagogia relacional, que as crianças estão na fase do jogo simbólico, que precisam ter garantidas ações de qualidade, eu devo ter em mente que aquilo não era bagunça, mas resultado de exploração, manipulação, interação. Que a bagunça dos outros, não bagunce aquilo que acreditamos!
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
E o estágio começou!!
Como já é sabido, não consegui realizar o estágio em minha escola, mas acredito que na vida tudo tem um propósito e já tenho entendido algumas razões de eu estar no lugar onde estou hoje!
Há 5 anos no município de Novo Hamburgo, considero minha escola como uma escola para mim também!! Temos muiiiitas formações, lemos muito sobre a educação infantil e estamos sempre buscando aprender e aperfeiçoar nossa prática. Tenho liberdade para criar, experimentar e possibilitar das mais diversas experiencias para as crianças. Quando preciso de materiais, seja o que for, apenas entrego a lista para minha diretora que imediatamente consegue o que solicitei. Agora, estou vivenciando uma realidade que já nem lembrava que existia. Não há formação, não há reflexão sobre o cotidiano, sobre a jornada das crianças na escola, sobre o brincar, rotinas, apenas o momento da Atividade de Tarde tem evidência e recebe importância. Sem falar que não há investimentos de materiais, todas as propostas que estou realizando, estou providenciando os materiais do meu "bolso". Esta semana fiquei espantada com o valor do pote de tinta, R$6,00, que muitas vezes, simplesmente eu cheguei na minha diretora do município e apenas solicitei e depois recebi. Nestas três semanas, minhas propostas foram basicamente relacionadas a valorização do jogo simbólico, um olhar diferente para as rotinas e uma ampliação do desenho, permitir que as crianças saíssem do "quadrado" para fluir todo o seu potencial criativo. Algo que em minha escola é algo tão natural, corriqueiro, para as crianças tem sido algo de grande valor e percebo o quanto estão sendo alcançados e se sentindo respeitados pelos retornos deles, das famílias e das próprias colegas que tem observado minha prática e refletido a sua prática. Resumindo, hoje consigo ser muito grata a Deus pela minha escola "oficial", consigo ver o quanto a gestão faz pelo seu grupo de professores. Também consigo verificar o quanto há uma falha nas formações de professores, pois toda essa prática que "não acontece" se dá em razão de um desconhecimento de outras formas de fazer e estou feliz, por além de estar refletindo minha prática, estou podendo compartilhar saberes e outras formas de fazer.
Há 5 anos no município de Novo Hamburgo, considero minha escola como uma escola para mim também!! Temos muiiiitas formações, lemos muito sobre a educação infantil e estamos sempre buscando aprender e aperfeiçoar nossa prática. Tenho liberdade para criar, experimentar e possibilitar das mais diversas experiencias para as crianças. Quando preciso de materiais, seja o que for, apenas entrego a lista para minha diretora que imediatamente consegue o que solicitei. Agora, estou vivenciando uma realidade que já nem lembrava que existia. Não há formação, não há reflexão sobre o cotidiano, sobre a jornada das crianças na escola, sobre o brincar, rotinas, apenas o momento da Atividade de Tarde tem evidência e recebe importância. Sem falar que não há investimentos de materiais, todas as propostas que estou realizando, estou providenciando os materiais do meu "bolso". Esta semana fiquei espantada com o valor do pote de tinta, R$6,00, que muitas vezes, simplesmente eu cheguei na minha diretora do município e apenas solicitei e depois recebi. Nestas três semanas, minhas propostas foram basicamente relacionadas a valorização do jogo simbólico, um olhar diferente para as rotinas e uma ampliação do desenho, permitir que as crianças saíssem do "quadrado" para fluir todo o seu potencial criativo. Algo que em minha escola é algo tão natural, corriqueiro, para as crianças tem sido algo de grande valor e percebo o quanto estão sendo alcançados e se sentindo respeitados pelos retornos deles, das famílias e das próprias colegas que tem observado minha prática e refletido a sua prática. Resumindo, hoje consigo ser muito grata a Deus pela minha escola "oficial", consigo ver o quanto a gestão faz pelo seu grupo de professores. Também consigo verificar o quanto há uma falha nas formações de professores, pois toda essa prática que "não acontece" se dá em razão de um desconhecimento de outras formas de fazer e estou feliz, por além de estar refletindo minha prática, estou podendo compartilhar saberes e outras formas de fazer.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Que pedagogia quero?
Por ter sido inviável realizar o estágio em minha escola, tive que me aventurar e realizar o estágio em um outro local. Não posso deixar de ressaltar o quanto o texto de Fernando Becker sobre modelos epistemológicos e modelos pedagógicos foi e tem sido libertador para mim! Libertador no sentido de entender que toda a prática docente de um professor é embasada em cima de uma crença sobre como acontece a relação de ensino e aprendizagem no aluno, mesmo que o professor não se dê conta disso, sua ação revela um modelo. Assim, desde que tomei posse desse conhecimento, estou certa de que acredito em um modelo epistemológico construtivista e tenho tomado cuidado para assegurar que minhas práticas estejam de acordo com isso. Nas visitas que fiz a escola de meu estágio, ia sempre com essa curiosidade, qual modelo epistemológico desta escola? Qual pedagogia é colocada em prática? Salas de Educação Infantil com mesas e um lugar privilegiado para o professor, professores usando jalecos, crianças brincando com brinquedos escolhidos pelo professor, sentados nas mesas. Estes fatos já me dizem muito sobre o modelo pedagógico da escola, agora me pergunto, será que a escola tem ciência disso, será que conhecem outras formas de ensinar e aprender? Penso que minha prática de estágio, além de colocar meus saberes em reflexão, pode ajudar a própria escola a pensar seus fazeres.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Com o corpo inteiro!
Fico me questionando sobre quantas propostas, atividades, "trabalhinhos" eu já realizei na intenção de ensinar algo, porém desconsiderando totalmente o corpo como ator envolvido neste processo! Folhas e folhas xerocadas!
Mas que bom que " evoluímos" e que através de novos conhecimentos e novas reflexões, podemos aperfeiçoar nossa prática.
Na escola que trabalho entendemos o quanto é importante conscientizar as crianças sobre a importância da natureza. Cuidar da água, preservar as árvores, respeitar os animais, etc. De um tempo para cá temos pensado sobre a melhor forma de ensiná- los sobre educação ambiental. Como respeitar e amar algo que não conheco? Como preservar algo que não passou pelo meu corpo? Concluímos que a melhor forma de ensiná- los é, inicialmente, permitir com que entrem em contato com a natureza! Por isso, brincar e tocar na água, terra, grama, deslizar o barranco é a melhor forma da criança sentir e perceber o quanto a natureza é fundamental! Além do que tocar a natureza possibilita diversas experiências e aprendizagens! E é isso que fazemos na escola, permitimos que as crianças conheçam a natureza pelo e com o corpo inteiro!
Vale lembrar que o tato é o sentido que nos confere a sensação da realidade " não apenas nossa geometria e nossa física, mas toda a concepção do que existe fora de nós, baseiam-se no tato ( RUSSEL, apud MONTAGU, 1988, p.30)
Mas que bom que " evoluímos" e que através de novos conhecimentos e novas reflexões, podemos aperfeiçoar nossa prática.
Na escola que trabalho entendemos o quanto é importante conscientizar as crianças sobre a importância da natureza. Cuidar da água, preservar as árvores, respeitar os animais, etc. De um tempo para cá temos pensado sobre a melhor forma de ensiná- los sobre educação ambiental. Como respeitar e amar algo que não conheco? Como preservar algo que não passou pelo meu corpo? Concluímos que a melhor forma de ensiná- los é, inicialmente, permitir com que entrem em contato com a natureza! Por isso, brincar e tocar na água, terra, grama, deslizar o barranco é a melhor forma da criança sentir e perceber o quanto a natureza é fundamental! Além do que tocar a natureza possibilita diversas experiências e aprendizagens! E é isso que fazemos na escola, permitimos que as crianças conheçam a natureza pelo e com o corpo inteiro!
Vale lembrar que o tato é o sentido que nos confere a sensação da realidade " não apenas nossa geometria e nossa física, mas toda a concepção do que existe fora de nós, baseiam-se no tato ( RUSSEL, apud MONTAGU, 1988, p.30)
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