terça-feira, 23 de outubro de 2018
Nossa, que bagunça!!!
Depois de observar a escola, as crianças, um dos meus focos principais do estágio era potencializar a brincadeira das crianças, pensando materiais, tempo, e principalmente garantindo a ação delas sobre os objetos e as interações entre elas. Desde o início sabia que teria que ir com calma, devagar, para não assustar as colegas, pois esta "dinâmica" não era adotada pela escola. Na primeira semana, enquanto brincavam, exploravam, criavam livremente, a coordenadora entrou na sala e disse: "Nossa, que bagunça!", na mesma hora eu gelei! Algumas coisas, rapidamente, passaram sobre minha mente, exemplo, agora ela vai barrar o brincar das crianças, ela vai fazer uma má avaliação do meu trabalho, isso vai prejudicar meu estágio! Mas rapidamente, já veio a minha mente que estar em sala é uma "luta", pois é necessário lutar pelo que acredita e saber se colocar teoricamente tanto para si mesmo quanto para os questionamentos. Se eu acredito em uma pedagogia relacional, que as crianças estão na fase do jogo simbólico, que precisam ter garantidas ações de qualidade, eu devo ter em mente que aquilo não era bagunça, mas resultado de exploração, manipulação, interação. Que a bagunça dos outros, não bagunce aquilo que acreditamos!
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