domingo, 26 de agosto de 2018

Renovar é preciso!

Estou fazendo um curso de extensão na UFRGS: Docência na Educação Infantil. Mesmo sendo na UFRGS com professores tão conceituados, um fator tem me chamado a atenção. Não vou citar nomes, porém há professores e professores ali. Não vou entrar nos méritos teóricos, pois todos quando "abrem a boca" esbanjam conhecimentos e conhecimentos. Mas quando entramos no mérito pedagógico, observo algumas deficiências. Poucos são os que levam elementos, aulas práticas, propostas diferentes, parece que basta chegar na sala e compartilhar o conhecimento teórico através de uma aula expositiva, bem tradicional. Toda essa cena, me foi esclarecida através da leitura do texto Inovações Pedagógicas e a Reconfiguração de Saberes no Ensinar e Aprender na Universidade de Maria Isabel da Cunha . As formações nas Universidades tem exaltado os conhecimentos teóricos, o que vale é o saber sobre os assuntos, sobre as ciências, deixando de lado e desvalorizando os saberes pedagógicos, aquele conhecimento que vai ajudar a entender melhor o sujeito que irá aprender. Porém, fico feliz em saber que isso já está sendo observado, refletido e identificada essa necessidade da própria universidade repensar sua forma de ensinar e ver o aluno. Na última quinta-feira, participei de uma palestra da professora Lea Tiriba, professora do curso de pedagogia, mestrado e doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela colocou o quanto tem investido em uma formação que ela denomina teórico-brincante com seus alunos de graduação. Através de brincadeiras e muitas outras dinâmicas tem tentado trabalhar e despertar o humano, o sensível, o alegre em seus alunos, sem falar que trazer o conhecimento de uma forma diferente, viva e concreta torna o aprendizado bem mais interessante. Colocou também que tem iniciado esse trabalho teórico-brincante com seus alunos do mestrado, o que tem considerado um grande desafio. Acho todo este movimento de uma importância grandiosa, vivemos num país, onde quem tem mais conhecimento, títulos, formações ao invés de usar isso para ensinar e despertar o conhecimento no outro parece que vai criando uma "redoma", intocável, se sentindo superior em relação aos menos desprovidos de saberes. Torço para que essa discussão avance, se propague , que nossas universidades renovem com formações cada vez mais teórico-brincantes, humanas, sensíveis e que o conhecimento nunca seja para se colocar acima do outro, mas para que uns consigam levar outros adiante.

Um comentário:

  1. Lidiele,

    Traz reflexões importantes sobre suas experiências e trajetória.
    Com certeza o portfólio se torna uma ferramenta essencial para que exponha seus pensamentos, suas ideias bem como, suas experiencias.
    Saliento apenas que nos marcadores colocaste SI/VII, refere-se a este mesmo?
    Forte abraço!

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