O que é analfabetismo? Simples, um indivíduo que não sabe ler e escrever, certo?
Depende, a concepção de Paulo Freire enxerga o ato da alfabetização de uma forma bem mais profunda do que simplesmente aprender símbolos e seus respectivos sons.
Nesta visão mais ampla, analfabetismo é uma forma de privação cultural, visto que vivemos em uma sociedade letrada onde tudo se dá através da leitura e escrita. Imagina como não deve se sentir alguém que precisa pedir ajuda para identificar o ônibus que precisa pegar? Tudo bem, alguém pode ajudar ou a pessoa aprende outras formas de identificar, mas como fazer para ler ou escrever uma receita, anotar o número de um telefone, escrever uma carta? De fato em uma sociedade regida pelas letras, com certeza um analfabeto deve se sentir triste, excluído e deve passar por diversas dificuldades e privações. Por isso, para Paulo Freire Alfabetização é um projeto onde indivíduos afirmam seus direitos e sua responsabilidade não apenas de ler, compreender e transformar suas experiências pessoais, mas também de reconstituir sua relação com a sociedade mais ampla.
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