Destes números, a região com maior índice de analfabetos é o nordeste, onde 14,8% de sua população não possui a habilidade da "leitura das palavras". Acompanhe o mapa brasileiro de analfabetismo (dividido por regiões):
Realizando uma busca por "como a pobreza se distribuí no Brasil", encontrei uma pesquisa da revista virtual Super Interessante que aponta que na região Nordeste, 53% de sua população vive na pobreza ou em uma linha ainda abaixo da pobreza.
Teriam estes números alguma relação? A pobreza e o analfabetismo estariam interligados? Totalmente!
O texto "Analfabetismo de Adultos: ainda um desafio" de Regina Hara, aborda os fatores de ordem social como grandes responsáveis por estes dados.
Fico pensando em uma família, pai e mãe, alguns filhos. Com salário insuficiente para prover todas as necessidades básicas como alimentação, moradia e saúde, o que fazer? Logicamente aqueles filhos que vão crescendo, precisam abandonar as salas de aula para auxiliar na busca de recursos. Sendo assim, é mais que "normal" o abandono da escola, pois o trabalho mesmo que difícil e muitas vezes indigno traz uma solução rápida para suas necessidades básicas. Passado o tempo, agora adultos, estas pessoas decidem retornar a sala de aula, porém precisam continuar trabalhando e chegam as salas de aulas cansados, exaustos, desmotivados após uma longa jornada de trabalho. Alguns persistem, muitos desistem! Sem falar naqueles que nem tentam!
Então, voltando para o Nordeste, encontramos uma população pobre, onde estas histórias acontecem, se repetem e infelizmente se revelam nos dados! E certamente uma situação que acomete outras realidades, outras famílias, outras populações, não somente na região citada, pois bem como diz a autora, as camadas populares compreendem a escolarização como peso menor de necessidade, pois precisam garantir o básico para viver ou talvez, simplesmente sobreviver!
