sexta-feira, 16 de março de 2018

Ninguém nasce rascista!!!

https://www.youtube.com/watch?v=FsVnlWd1Zrs
Um vídeo que me tocou de forma muito particular!
No vídeo crianças, na maioria negras, precisam falar frases de ódio contra um atriz negra, frases como: Seu cabelo é como uma esponja de aço! e outras tão preconceituosas quanto. Algumas crianças ainda conseguiram falar uma frase, mas todas ficaram constrangidas, algumas não conseguiram falar nenhuma frase, algumas choraram, pois se identificaram com frases já recebidas como aquelas. Um vídeo que nos mostra que as pessoas nascem boas,com sentimento de igualdade, mas ao longo da caminhada aprendem a ser racistas.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Método clínico!

O método clínico consiste em investigar a genese do conhecimento construído pelo sujeito em suas relações com o meio.Os procedimentos desse método são entrevista e observação das respostas e açoes do sujeito de forma interativa entre pesquisador e sujeito, respeitando as respostas trazidas, porém buscando intervenções com questionamentos sobre o conhecimento do sujeito referentes a quaisquer conteúdos a serem investigados": físico, social, moral e lógico-matemático.
De acordo com Piaget (1926, p.11), qualidades fundamentais ao bom experimentador:
“saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar”.  
Método Clínico propriamente dito:
  - Proposição de tarefas ao sujeito.
  - Coleta de dados por meio da observação e da conversa sobre a tarefa realizada.
  - As ações do sujeito e as suas explicações permitem seguir o seu pensamento.
Tipos de resposta na entrevista clínica com valor para a pesquisa
Espontâneas - O sujeito fala espontanea-mente, sem a intervenção ou solicitação do pesquisador.
Desencadeadas - Surgem diante das pergun-tas do experimentador, mas são elaboradas pelo entrevistado de acordo com o seu pensamento. 
Tipos de resposta na entrevista clínica sem valor para a pesquisa
Sugeridas - Comuns no pesquisador pouco experiente que sugere as respostas, sem se dar conta.
Fabuladas - Consistem em histórias contadas pelo entrevistado, sem relação com o tema.
Não-importistas - Dadas para concluir a tarefa, revelando a falta de interesse na atividade. 

Modelos Pedagógicos e Epistemológicos/ Fernando Becker

Fernando Becker traz que todas as pedagogias existentes estão encaixadas dentro de três grandes pedagogias:

Pedagogia Diretiva
Pedagogia Não Diretiva
Pedagogia Relacional

Na Pedagogia Diretiva a aprendizagem ocorre de forma tradicional, o professor é o transmissor do conhecimento, o único que pode passar este conhecimento e o aluno um ser vazio, que não tem saber algum. As aulas são silenciosas e nada de novo acontece, velhas respostas para velhas perguntas. A Disciplina é exercida com rigor. O conteúdo é escolhido apenas pelo professor. Nas salas, tem carteiras e todas enfileiradas.


Na pedagogia Não Diretiva as aulas são no formato se faz o que se quer. O conteúdo é apenas despertado no aluno. O professor é um facilitador que não intervem, pois acredita que isso não faz diferença.

Na pedagogia Relacional as aulas são interativas, dinâmicas, local de novas descobertas. Negociam-se regras de convivência. Aprendem problematizando suas ações, assimilando conteúdos ao longo do processo. O aluno sempre aprende pois é ativo neste processo e logo o professor também aprende com o aluno.

E todas essas pedagogias estão embasados em modelos epistemólogicos, ou seja, em teorias que falam sobre como se dá o processo de aprendizagem nas pessoas.

Modelo empirista (pedagogia diretiva): acredita que a pessoa aprende no ter contato com as informações que levam ao conhecimento. Pela repetição.

Modelo apriorista (pedagogia não diretiva): acredita que o saber, os conhecimento são biológicos, são herdados, já vem na genética.

Modelo Construtivista (pedagogia relacional): a pessoa aprende na interação com o meio e com os objetos.


Conhecimentos vazios!

Texto: UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO MODERNA NO SÉCULO XXI
Luciani Missio e  Jorge Luiz da Cunha
Essa grande facilidade de se obter informações, de teoricamente aprender sem esforço nenhum é, em grande parte, responsável pela perda de interesse dos jovens pela escola. É muito mais rápido obter uma informação pela Internet, do que ter que pesquisar nos livros da biblioteca; é muito mais divertido assistir televisão, com todo o seu movimento e suas cores, do que ficar sentado em uma sala de aula olhando para o professor falar. Mas o que grande parte não percebe é que ao buscar informações através dos meios de comunicação de massa estas já vêm prontas, isto é, nelas já está embutida a opinião de alguém, o que o dispensa de formular a sua, como coloca Ferres O universo do telespectador é dinâmico, enquanto que o do leitor é estático. A televisão privilegia a gratificação sensorial, visual e auditiva, enquanto que o livro privilegia a reflexão. A linguagem verbal é uma abstração da experiência, enquanto que a imagem é uma representação concreta da experiência. Se o livro privilegia o conhecer, a imagem privilegia o reconhecer. (Ferrés, 1994 apud Pérez Gómez, 2001, p.115)


Em uma era de tecnologia pra todo lado, sim, por todo lado, estamos em casa ou na rua sempre tem um wifi a nossa disposição e assim, informações disponíveis em um click! Hoje não existe conteúdo que o senhor "google" não saiba lhe falar sobre. E toda essa tecnologia tem alcançado nossos crianças, vídeos, tutoriais, youtubers, isso e muito mais tem levado "informação" aos nossos pequenos. As crianças mudaras e com isso os educadores deveriam se ligar que a educação deveria mudar também. Muitos dos conteúdos trazidos em sala, já são conhecidos e sabidos. Assim, temos que ir em busca de novas pedagogias que ultrapassem todo esse contexto e que gere o interesse nos pequenos e que traga conteúdo, já que eles tem muita informação vazia. Temos o desafio nessa era de informações dadas e vazias gerar pessoas críticas, com espírito de liderança, capazes de questionar o que lhes tem oferecido.

Inocência?

UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO MODERNA NO SÉCULO XXI
Luciani Missio e Jorge Luiz da Cunha
(...) o objetivo de toda prática educativa – facilitar a reconstrução do conhecimento experiencial do aluno – não pode se entender nem se desenvolver sem o respeito à diversidade, às diferenças individuais que determinem o sentido, o ritmo e a qualidade de cada um dos processos de aprendizagem e desenvolvimento. (Pérez Gómez, 2001, p.67)


Antigamente as relações entre a escola e as culturas eram no máximo duas: ou a escola como reprodutora de uma cultura dominante ou a escola forçando uma luta contra a cultura hegemônica. Hoje a escola deveria ser vista como o espaço de cruzamento de culturas, produzindo, criando novas práticas culturais para além das normas e das imposições, isto é, uma escola que reproduz, mas que também produz; onde “as diferentes culturas que se entrecruzam no espaço escolar impregnam o sentido dos intercâmbios e o valor das transações em meio às quais se desenvolve a construção de significados de cada indivíduo” (Pérez Gómez, 2001, p.16).

Para mim, os dois textos falam de pontos bem importantes: que tipo de educadores temos? Qual conceito de educar que nossos educadores tem?
Para mim, é difícil conceber que em frente há tanta tecnologia, informação, formação, ainda existam "educadores" que utilizam o mesmo caderno de planejamento de 20 anos atrás (sim, infelizmente eu tenho provas disso). Prefiro achar que estas ações se dão na inocência, embora eu não ache nada inocente o que muitos "educadores" provocam em seus alunos com esse tipo de atitudes, destroem capacidades, criatividades, mentes brilhantes, por não compreender as multi formas de ensinar, de aprender, de uma forma prazerosa e que tenha sentido para os educandos.

A "Receita"

Para Durkheim e Parsons, os princípios básicos que fundamentam e regem o sistema social são:
- continuidade;
-conservação;
-ordem;
-harmonia;
- equilíbrio.

Para eles,  a educação não é um elemento para a mudança social e sim um elemento fundamental para a “conservação” e funcionamento do sistema social.


Analisando a "receita" de Durkhein e Parsons fico pensando em como tem vivido nossa geração e como o sistema social tem desenvolvido. As pessoas não tem censo de continuidade, ora são e querem algo, ora já tem ideias totalmente diferentes. Conservação? Vemos isso muito exemplificado nos relacionamentos, casamentos desfeitos, famílias desfeitas por pouca coisa e isso tem se expandido para outros locais, não gostei do meu trabalho, meu chefe me chamou a atenção? É muito mais fácil se demitir e ir procurar algo conforme minha vontade. Ordem, harmonia, equilíbrio? Penso que nem preciso falar mais nada! 

Somos exemplos!

A relação educação e sociedade: Os fatores sociais que intervem no processo educativo de Alberto Noé
No decorrer do texto citado acima, observamos a fala de Durkhein explicitando sobre o fato dos conteúdos da educação serem independentes as vontades individuais, mas as normas e valores desenvolvidos por uma sociedade ou grupo social em determinados momentos é que adquirem certa generalidade, tornando-se coisas exteriores aos indivíduos. E no recorte (imagem) acima Durkhein chama a atenção sobre a educação moral das crianças. Ele traz a responsabilidade que é a nossa conduta, nossa forma de ser e agir é que ensinará sobre isso aos pequenos! Somos exemplos, somos espelhos, somos referencias! Que tipo de referencial quero ser? Um referencial que irá alavancar ou destruir uma perspectiva de futuro?