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quinta-feira, 15 de março de 2018

Conhecimentos vazios!

Texto: UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO MODERNA NO SÉCULO XXI
Luciani Missio e  Jorge Luiz da Cunha
Essa grande facilidade de se obter informações, de teoricamente aprender sem esforço nenhum é, em grande parte, responsável pela perda de interesse dos jovens pela escola. É muito mais rápido obter uma informação pela Internet, do que ter que pesquisar nos livros da biblioteca; é muito mais divertido assistir televisão, com todo o seu movimento e suas cores, do que ficar sentado em uma sala de aula olhando para o professor falar. Mas o que grande parte não percebe é que ao buscar informações através dos meios de comunicação de massa estas já vêm prontas, isto é, nelas já está embutida a opinião de alguém, o que o dispensa de formular a sua, como coloca Ferres O universo do telespectador é dinâmico, enquanto que o do leitor é estático. A televisão privilegia a gratificação sensorial, visual e auditiva, enquanto que o livro privilegia a reflexão. A linguagem verbal é uma abstração da experiência, enquanto que a imagem é uma representação concreta da experiência. Se o livro privilegia o conhecer, a imagem privilegia o reconhecer. (Ferrés, 1994 apud Pérez Gómez, 2001, p.115)


Em uma era de tecnologia pra todo lado, sim, por todo lado, estamos em casa ou na rua sempre tem um wifi a nossa disposição e assim, informações disponíveis em um click! Hoje não existe conteúdo que o senhor "google" não saiba lhe falar sobre. E toda essa tecnologia tem alcançado nossos crianças, vídeos, tutoriais, youtubers, isso e muito mais tem levado "informação" aos nossos pequenos. As crianças mudaras e com isso os educadores deveriam se ligar que a educação deveria mudar também. Muitos dos conteúdos trazidos em sala, já são conhecidos e sabidos. Assim, temos que ir em busca de novas pedagogias que ultrapassem todo esse contexto e que gere o interesse nos pequenos e que traga conteúdo, já que eles tem muita informação vazia. Temos o desafio nessa era de informações dadas e vazias gerar pessoas críticas, com espírito de liderança, capazes de questionar o que lhes tem oferecido.

Inocência?

UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO MODERNA NO SÉCULO XXI
Luciani Missio e Jorge Luiz da Cunha
(...) o objetivo de toda prática educativa – facilitar a reconstrução do conhecimento experiencial do aluno – não pode se entender nem se desenvolver sem o respeito à diversidade, às diferenças individuais que determinem o sentido, o ritmo e a qualidade de cada um dos processos de aprendizagem e desenvolvimento. (Pérez Gómez, 2001, p.67)


Antigamente as relações entre a escola e as culturas eram no máximo duas: ou a escola como reprodutora de uma cultura dominante ou a escola forçando uma luta contra a cultura hegemônica. Hoje a escola deveria ser vista como o espaço de cruzamento de culturas, produzindo, criando novas práticas culturais para além das normas e das imposições, isto é, uma escola que reproduz, mas que também produz; onde “as diferentes culturas que se entrecruzam no espaço escolar impregnam o sentido dos intercâmbios e o valor das transações em meio às quais se desenvolve a construção de significados de cada indivíduo” (Pérez Gómez, 2001, p.16).

Para mim, os dois textos falam de pontos bem importantes: que tipo de educadores temos? Qual conceito de educar que nossos educadores tem?
Para mim, é difícil conceber que em frente há tanta tecnologia, informação, formação, ainda existam "educadores" que utilizam o mesmo caderno de planejamento de 20 anos atrás (sim, infelizmente eu tenho provas disso). Prefiro achar que estas ações se dão na inocência, embora eu não ache nada inocente o que muitos "educadores" provocam em seus alunos com esse tipo de atitudes, destroem capacidades, criatividades, mentes brilhantes, por não compreender as multi formas de ensinar, de aprender, de uma forma prazerosa e que tenha sentido para os educandos.

A "Receita"

Para Durkheim e Parsons, os princípios básicos que fundamentam e regem o sistema social são:
- continuidade;
-conservação;
-ordem;
-harmonia;
- equilíbrio.

Para eles,  a educação não é um elemento para a mudança social e sim um elemento fundamental para a “conservação” e funcionamento do sistema social.


Analisando a "receita" de Durkhein e Parsons fico pensando em como tem vivido nossa geração e como o sistema social tem desenvolvido. As pessoas não tem censo de continuidade, ora são e querem algo, ora já tem ideias totalmente diferentes. Conservação? Vemos isso muito exemplificado nos relacionamentos, casamentos desfeitos, famílias desfeitas por pouca coisa e isso tem se expandido para outros locais, não gostei do meu trabalho, meu chefe me chamou a atenção? É muito mais fácil se demitir e ir procurar algo conforme minha vontade. Ordem, harmonia, equilíbrio? Penso que nem preciso falar mais nada! 

Somos exemplos!

A relação educação e sociedade: Os fatores sociais que intervem no processo educativo de Alberto Noé
No decorrer do texto citado acima, observamos a fala de Durkhein explicitando sobre o fato dos conteúdos da educação serem independentes as vontades individuais, mas as normas e valores desenvolvidos por uma sociedade ou grupo social em determinados momentos é que adquirem certa generalidade, tornando-se coisas exteriores aos indivíduos. E no recorte (imagem) acima Durkhein chama a atenção sobre a educação moral das crianças. Ele traz a responsabilidade que é a nossa conduta, nossa forma de ser e agir é que ensinará sobre isso aos pequenos! Somos exemplos, somos espelhos, somos referencias! Que tipo de referencial quero ser? Um referencial que irá alavancar ou destruir uma perspectiva de futuro?

Educação Multicultural

Na visão de Banks, a educação multicultural é um movimento reformador destinado a realizar grandes mudanças no sistema educacional. Concebe como a principal finalidade da educação multicultural favorecer que todos os estudantes desenvolvam habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para atuar no contexto da sua própria cultura étnica, no da cultura dominante, assim como para interagir com outras culturas e situar-se em contextos diferentes dos de sua origem (Banks, 1999, p. 2).
Com este trecho do texto "Sociedade, Cotidiano e Cultura(a): Uma aproximação" de Vera Maria Ferrão Candau me faz refletir e chegar a conclusão de que a educação multicultural (de verdade) tem como princípios principais o reconhecimento de si mesmo, o respeito pelo outro e a legitimação do outro como cidadão digno deste respeito e reconhecimento. Pois imagina se em todos os espaços, as pessoas tivessem total conhecimento de sua história, de sua cultura e mesmo assim fossem abertos para entender os outros, as suas histórias, suas culturas, enfim. Mas o que vemos hoje é uma guerra de ego, uns querendo ser melhores que outros, apenas porque tem cor de pele diferente ou uma raça diferente! Precisamos lutar por uma sociedade baseada no respeito e na autentificação do outro.



Igualdade se opõe a desigualdade!

"'Não se deve contrapor igualdade à diferença. De fato, a igualdade não está oposta à diferença, e sim à desigualdade, e diferença não se opõe à igualdade e sim à padronização, à produção em série, à uniformidade, a sempre o “mesmo”, à “mesmice”.".
Esse recorte do texto "Sociedade, Cotidiano Escolar e Cultura(s): Uma aproximação" de Vera Maria Ferrão Candau me faz ter um pensamento inédito! Igualdade e diferença não estão opostos, afinal igualdade é mostrar mesmas proporções em uma competição e diferença é ter as mesmas proporcões, porém apresentadas de formas não iguais em uma competição, exemplo: todos são pessoas, porém todos com cabelos compridos e azuis (iguais). Todos são pessoas, todos com cabelos e cada cabelo com uma cor, porém alguns cabelos cumpridos outros curtos, alguns pretos outros loiros (diferentes). Já a desigualdade seria não ter cabelos.