quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A matemática em sala de aula

No texto "A matemática em sala de aula" de Katia Stocco Smole e Cristiano Alberto Muniz várias são as reflexões que nos proporciona. Uma delas é que ainda a orientação principal para o ensino da matemática é a sistematização dos conteúdos, pois ela (sistematização) é considerada uma das condições para a institucionalização do saber. E no momento que leio isso, assisto uma reportagem na televisão que diz que as escolas em Porto Alegre tiveram o pior rendimento em português e matemática em 2016. Isso me faz questionar, até quando o sistema educacional continuará com esta "sistematização" sem pensar que isso pode estar ligado com a não aprendizagem dos alunos? A matemática, algo tão real, presente em nossas vidas desde que nascemos é apresentada de uma maneira tão maçante, desinteressante, sem ligação alguma com algo que necessitaríamos na vida. A partir do dia em que tornarmos a matemática ou qualquer matéria "viva" com certeza teremos alunos mais interessados.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Classificando e Seriando na Educação Infantil!

Ao fazer as primeiras leituras, fiquei me questionando, estas relações aparecem na educação infantil?
Ao observar um pouco minhas crianças, já pude constatar que sim!
Primeiro, diariamente temos o exercício de guardar e organizar os brinquedos, cada "coisa" tem seu lugar e as crianças identificam e guardam as coisas corretamente (classificando)



E por que não organizar os carrinhos do menor ao maior como fez o Pedro (seriação)? Realmente a matemática está muito presente no cotidiano da educação infantil!


Classificando e Seriando na sala!

Ao fazer as primeiras leituras, fiquei me questionando, estas relações aparecem na educação infantil?
Ao observar um pouco minhas crianças, já pude constatar que sim!
Primeiro, diariamente temos o exercício de guardar e organizar os brinquedos, cada "coisa" tem seu lugar e as crianças identificam e guardam as coisas corretamente (classificando)



E por que não organizar os carrinhos do menor ao maior como fez este menino? Realmente a matemática está muito presente no cotidiano da educação infantil!


Primeiros Conceitos gerais da matemática!

Em minhas palavras, explicando conceitos de Seriação e Classificação:

Seriação: Trabalha com as diferenças entre os objetos;
Classificação: é a capacidade de se estabelecer critérios ou atributos para um conjunto de objetos.
Essa foi minha primeira leitura, ainda não entendi amplamente as diferenças de conceitos, assim que sigam as leituras!

Muito mais que números!

Alfabetização matemática? Confesso que nunca tinha ouvido falar deste conceito, mas também confesso que fiquei maravilhada ao conhecê-lo! Entender a função da matemática é algo revelador! Entender que não basta a criança reconhecer números mas que é necessário compreender a qual quantidade ela se refere e refletir que muitos aprendem de maneira mecânica, apenas decorando sequencias, mas sem ter o conceito é algo que torna a minha forma de ver a matemática totalmente diferente. Alfabetização em matemática é mais que apenas números, alfabetização em matemática é compreender o que se lê e escrever o que se compreende. A partir dessa leitura, passo a enxergar a matemática com outros olhos, um olhar com mais sentido!

Modernidade à moda antiga!

Ao ler o texto Questões sobre o tempo no Espaço Escolar, Vaz (1997, p.103) aprendo uma definição de  Modernidade : " uma certa experiencia de tempo onde o passado e o futuro são momentos do próprio presente", onde seu valor norteador é a novidade.
Jamais vivemos em um período de mudanças tão rápidas, assim a incerteza é algo que paira sobre nossa sociedade, pois o que é agora, amanhã pode não ser mais. Isso ajuda a explicar as crises de valores, de concepções na sociedade, gerando uma grande angustia e necessidade de substituir o conhecido e seguro pelo desconhecido (Marques, 2001).
 Penso que por mais que vivamos na Modernidade, meu compromisso como educadora é passar valores de respeito, atenção, calma, paciência auxiliando minhas crianças à encontrar seu equilibrio, seu tempo, lugar e permitindo com que eles vivam a beleza  no conhecido.

Quem sou eu?

"O presente é onde nós nos perdemos se esquecermos nosso próprio passado se não tivermos a visão do futuro" (Ayi Kwei Armah, 1989).
Esse trecho do artigo Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos de Hilary Cooper me fez refletir sobre algo muito sério: a história do indivíduo. Todos nós somos constituídos de uma história que carrega uma grande responsabilidade na constituição daquilo que nos formamos. Mas, se minha história não é lembrada? Se não recorda o que vivi?Como saber quem sou eu? Assim, penso sobre a importância dos evocadores de memórias, fotos, objetos, que auxiliam a pessoa a reconstruir sua história em qualquer dado momento. Na escola que atuo, utilizamos o portfólio e fotos para proporcionar às famílias um resgate a história das crianças, mesmo que o presente ainda não peça essa evocação de memória, mas já estou pensando no futuro dessas crianças que ao menos a sua história na educação infantil será facilmente resgatada.