segunda-feira, 2 de novembro de 2015

3 em 1!!

                   Quer dizer que minha mente é 3 em 1?! Que nela tem uns camaradas que moram juntos, discordam um do outro, mas que não conseguem viver separados?
                   Deixa eu apresentar quem são eles! Ego, Superego e Id.
                   O Ego é o eu de cada um, o defensor da personalidade. A principal função dele é harmonizar os desejos e a realidade, e posteriormente, entre esses e as exigências; os valores da sociedade.
                   O Superego é a sociedade, moral e educação. Ele é formado pelos hábitos e costumes que a sociedade nos inculca desde que nascemos, através da educação que vai nos sendo imposta por nossos pais, parentes, professores e chefes. O Superego faz a seleção e repressão de nossos impulsos instintivos.
                   O Id não faz planos, não espera, busca soluções imediatas para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Ele não tem contato com a realidade, e uma satisfação na fantasia pode ter o mesmo efeito de atingir o objetivo através de uma ação concreta. O Id desconhece juízo, lógica, valores, ética, moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, antissocial, egoísta e dirigido ao prazer.
                   Agora, conhecendo melhor esta ''turma'', entendo alguns pensamentos que percorrem nossa mente. E pra você Ego (o mais consciente de todos) desejo boa sorte e que consiga controlar esta galera!







   
                       

Revivendo o passado!!

                Uma leitura complexa, mas esclarecedora! Assim, foi o texto "Maquinaria escola'' de Julia Varela e Fernando Alvarez-Uria!
                Em pensar que uma instituição de tamanha importância que é a escola, se iniciou com objetivos de manipular um povo, comportamentos e de garantir poder é um pouco tanto assustador!
               Mas, pensando bem, o que me assusta de fato, é ver que décadas depois, a escola já tem assumido um novo papel, tem buscado promover as pessoas, enfim, mas ainda existem profissionais com a mesma mentalidade passada. Professores que obrigam seus alunos a ficaram quietos sentados em cadeiras, não permitem que exponham suas opiniões, que participem. Estes dias fui visitar uma escola e fui dar uma ''espiada'' em uma turma de 4 anos. Todos estavam sentados em mesas, pintando um desenho xerocado que foi distribuído para todos. Um menino foi tentar pegar um carrinho, pois talvez, a mente dele pedia mais do que aquela simplória e retrograda proposta, mas a professora tirou o brinquedo de sua mão e o lembrou: Quem manda aqui é a profe, eu já disse que agora é hora de pintar e é isso que você vai fazer!''.


Desconcertada!!

   Apesar de chegar até aqui somente com o meu Magistério, não me considero uma pessoa acomodada! Não consegui concluir anteriormente minha graduação por motivos financeiros, mas sempre estou me reciclando através de cursos, oficinas, enfim. Mas enquanto fazia as leituras dos textos ''Ver, criar, compreender'' de Analice Dutra Pillar e ''Alfabetização, representação e diferença'' de Sonia Borges, me veio um sentimento de desconforto, desconcerto, um pouco de vergonha e também a reflexão: ''Como me deixaram chegar até aqui, sem saber tais coisas?'', pois infelizmente, devo reconhecer que no meu magistério não nos foi ensinado sobre isso. Acabo de descobrir finalmente quem é Emília Ferreiro e sua total colaboração para entender o processo de alfabetização. Descubro os níveis da escrita, os estágios dos desenhos, que ambos são representações de ideias, pensamentos que ocorrem internamente no indivíduo. Descubro que a escrita deve ser um processo conceitual e não perceptual, o que ocorre em ''massa'' nas salas de aula. Crianças tendo que decorar letras, seus sons, sem entender qual a importância social da leitura e escrita. Enfim, ao mesmo tempo que estou radiante com estas aprendizagens, me pergunto por mais um tempo: Como ousei entrar em sala de aula sem saber tais coisas?

Alfabetização é um processo!!

''As crianças tem o péssimo hábito de pedir licença para começar  aprender''
                                                  Emília Ferreiro
 Quando aprendem? O que já sabem? O professor começa do zero?
A partir da fala de Emília, me vem a mente a importância de considerar as aprendizagens das crianças e o percurso que elas já percorreram até chegar até nós. No processo de alfabetização o olhar sobre os saberes das crianças tem que ser levado muito em conta. Como é a família, os estímulos recebidos, se a família é leitora, quais os estímulos que as crianças já receberam. Com certeza, a partir de observar a trajetória de cada criança, o professor  não deve ''começar'' o processo de alfabetização, mas dar continuidade a partir do que as crianças já vivenciaram tanto em casa, quanto aqueles que frequentaram a educação infantil. Entendendo a alfabetização como um processo!