Sempre me interessei em saber como se dá o nascimento do pensamento. Bebês pensam? Nascem pensando? A partir de quando isso acontece?
Vigotsky traz alguns esclarecimentos, pois para ele pensamento e linguagem tem origens diferentes. No início da vida o pensamento não é verbal e a fala não é intelectual. O balbucio são estágios do desenvolvimento da fala que não tem relação com a evolução do pensamento. Vygotsky ressalta que a descoberta mais importante da vida da criança acontece por volta dos dois anos, as curvas da evolução do pensamento e da fala se cruzam e se unem para formar uma nova forma de comportamento, surgindo assim a fala racional ou pensamento verbal.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Mas, o que é linguagem?
Linguagem pode ser considerada como um instrumento complexo que viabiliza a comunicação e a vida em sociedade. Sem ela , o ser humano não é social, nem cultural. E ela que permite as trocas, o conviver, o se relacionar com outros!
Inatistas x Interacionistas
É de extrema importância conhecer as correntes e teóricos que falam sobre a construção da linguagem!
Behaviorismo de Skinner: aprendizado se dá através de um processo denominado condicionamento operante. Est;imulo, resposta, reforço.
Inatismo de Chomsky: a linguagem é inata. Para ele a mente deve ser estudada assim como se estuda o corpo humano, cada parte do cérebro tem sua função e existe uma parte responsável pela linguagem. A linguagem é vista como uma dotação genética do ser humano. Fator biológico e cognitivo.
Interacionismo de Vygotsky: Para ele são encontrados dois tipos de determinação do sujeito (interações com outros sujeitos e linguagem). Destas determinações resulta o sujeito interativo, isto é, aquele que não é ativo e nem passivo, mas que é constituído na e pela relação interpessoal e o sujeito semiótico: sujeito constituído na e pela linguagem, sujeito resultante da relação. Linguagem é processo pessoal e ao mesmo tempo social.
Behaviorismo de Skinner: aprendizado se dá através de um processo denominado condicionamento operante. Est;imulo, resposta, reforço.
Inatismo de Chomsky: a linguagem é inata. Para ele a mente deve ser estudada assim como se estuda o corpo humano, cada parte do cérebro tem sua função e existe uma parte responsável pela linguagem. A linguagem é vista como uma dotação genética do ser humano. Fator biológico e cognitivo.
Interacionismo de Vygotsky: Para ele são encontrados dois tipos de determinação do sujeito (interações com outros sujeitos e linguagem). Destas determinações resulta o sujeito interativo, isto é, aquele que não é ativo e nem passivo, mas que é constituído na e pela relação interpessoal e o sujeito semiótico: sujeito constituído na e pela linguagem, sujeito resultante da relação. Linguagem é processo pessoal e ao mesmo tempo social.
Linguagem, mais que invenção cultural, necessidade humana!
Esses dias peguei uma carona para POA. Comecei um curso e encontrei umas professoras que também estavam indo para o mesmo caminho. Foi meu primeiro contato com elas e mesmo assim, conversamos muito! Fomos o caminho inteiro encontrando assuntos comuns, compartilhando histórias, narrando acontecimentos! Fiquei feliz sobre o momento e pensando sobre o tanto que falamos.
No texto "Aquisição da Linguagem" de Samanta Demetrio da Silva, tem um trecho bem interessante:
Segundo Pinker (2002), a universalidade da língua e sua aquisição é a primeira razão para suspeitar que a linguagem não é apenas uma invenção cultural, mas o produto de um instinto humano específico.
Este recorte, me esclarece a cena que citei anteriormente. Me parece que o se comunicar é uma necessidade, é algo que o ser humano precisa fazer e faz. Logicamente cada cultura criou sua forma específica, porém pra mim é sim algo do humano, uma necessidade.
No texto "Aquisição da Linguagem" de Samanta Demetrio da Silva, tem um trecho bem interessante:
Segundo Pinker (2002), a universalidade da língua e sua aquisição é a primeira razão para suspeitar que a linguagem não é apenas uma invenção cultural, mas o produto de um instinto humano específico.
Este recorte, me esclarece a cena que citei anteriormente. Me parece que o se comunicar é uma necessidade, é algo que o ser humano precisa fazer e faz. Logicamente cada cultura criou sua forma específica, porém pra mim é sim algo do humano, uma necessidade.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
É currículo!
Sempre me interessei em saber definições claras que me auxiliassem a entender o que é um Currículo. No texto de Jurjo Torres Santomé: Globalização e Interdisciplinariedade, no capítulo sobre Psicologia e Currículo, traz a seguinte conceituação:
Currículo é um elo entre a declaração de princípios gerais e sua tradução operacional; entre teoria educacional e a prática pedagógica; entre o planejamento e a ação; entre o que é perscrito e o que realmente sucede nas salas de aula.
Currículo é um elo entre a declaração de princípios gerais e sua tradução operacional; entre teoria educacional e a prática pedagógica; entre o planejamento e a ação; entre o que é perscrito e o que realmente sucede nas salas de aula.
É urgente!
Diante de tantas leituras que nos mostram novas formas de ensino, formas integradas, globalizadas, com sentido para os alunos, etc., fico me questionando sobre a origem de nosso ensino ao qual ainda insiste em operar em nossa sociedade!
O texto de Jurjo Torres Santomé "GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIEDADE", mostra que nosso histórico educacional sofre grandes influencias da revolução que ocorreu no funcionamento dos sistemas de produção e distribuição no âmbito empresarial (início século XX). O Taylorismo "pregava" que seus funcionários deveriam aprender bem somente a sua função, não precisavam conhecer todo um processo de produção e deveriam realizá-las no tempo mais rápido possível. Já o Fordismo, também submetia a pessoa a uma linha de produção, ditada por máquinas, onde saber apenas sua função era o suficiente. Sem contar que as funções eram as mais simplistas, não exigiam esforço cognitivo ou saber algum, apenas reproduzir! Nossas escolas, herdaram estes sistemas, onde os alunos recebem os conteúdos fatiados, fragmentados e o mais sério, não são ensinados a refletir, questionar, criticar, muitas vezes são vistos como os funcionários das fábricas, onde precisam apenas cumprir uma tarefa, reproduzir, assim negando a grande funcionalidade da escola, que é:
Preparar cidadãos e cidadãs para compreender, julgar e intervir em sua comunidade, de uma forma responsável, justa, democrática e solidária!
Precisamos de um movimento de transformação urgente!
O texto de Jurjo Torres Santomé "GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIEDADE", mostra que nosso histórico educacional sofre grandes influencias da revolução que ocorreu no funcionamento dos sistemas de produção e distribuição no âmbito empresarial (início século XX). O Taylorismo "pregava" que seus funcionários deveriam aprender bem somente a sua função, não precisavam conhecer todo um processo de produção e deveriam realizá-las no tempo mais rápido possível. Já o Fordismo, também submetia a pessoa a uma linha de produção, ditada por máquinas, onde saber apenas sua função era o suficiente. Sem contar que as funções eram as mais simplistas, não exigiam esforço cognitivo ou saber algum, apenas reproduzir! Nossas escolas, herdaram estes sistemas, onde os alunos recebem os conteúdos fatiados, fragmentados e o mais sério, não são ensinados a refletir, questionar, criticar, muitas vezes são vistos como os funcionários das fábricas, onde precisam apenas cumprir uma tarefa, reproduzir, assim negando a grande funcionalidade da escola, que é:
Preparar cidadãos e cidadãs para compreender, julgar e intervir em sua comunidade, de uma forma responsável, justa, democrática e solidária!
Precisamos de um movimento de transformação urgente!
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Saber nada sobre tudo ou Saber tudo sobre nada!
“A
especialização sem limites culminou numa fragmentação crescente do horizonte
epistemológico. Chegamos a um ponto que o especialista se reduz àquele que, à
causa de saber cada vez mais sobre cada vez menos, termina por saber tudo sobre
o nada. (...)”. (JAPIASSU, Hilton. A
questão da interdisciplinaridade. Revista
Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação, novembro, n°8, p.
48-55, 1994.)
Na atualidade o que mais vemos pelas mídias, são propagandas e convites para inúmeras especializações, cursos, formações sobre os mais diversos assuntos, sem falar no nosso "amigo" google. Hoje mesmo alguém me falou que a mãe de seu aluno é servidora registral, prontamente fui fazer uma pesquisa sobre o que faz esta mãe e pronto é como se soubesse tudo de uma servidora registral! Mas na verdade não sei nada. Pesquisamos por tanta coisa e tudo ao mesmo tempo que na verdade não nos aprofundamos e assim não criamos conhecimentos reais sobre as coisas. E mesmo nesta era de facilidade de acesso aos mais variados assuntos, no que diz respeito a minha área de atuação, tenho tentado fazer o exercício de não me contentar com informações rasas sobre as coisas. Exemplo disso, tenho ouvido muito em minha escola, sobre Documentação Pedagógica, pelo que já ouvi poderia dizer que "sei muito" sobre, mas de onde veio essa abordagem? Quais os autores, livros que falam sobre? Vamos ler os livros de fato? Enfim, um exercício para que eu saiba mais e de fato, possa trilhar um caminho para um dia me tornar especialista de verdade.
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