terça-feira, 2 de julho de 2019

Releitura de Postagens II

Releitura de postagens

1. Releitura da Postagem: "E agora, o que estou sentindo", publicada em 18 de março de 2017, disponível em <https://lidioliveirajung.blogspot.com/2017/03/e-agora-o-que-estou-sentindo.html>. Esta postagem foi realizada a partir do exercício onde vimos um vídeo sobre as transformações na educação na Finlândia e um vídeo falando da reforma do Ensino Médio no Brasil. Na situação fiquei muito impactada com as distinções entre os conteúdos assistidos, pois enquanto no primeiro era possível visualizar um país que investe na educação já o segundo vídeo trazia um conteúdo de incertezas sobre nosso cenário educacional. Ainda fico impactada com a forma com que a Finlândia faz educação, mas hoje me percebo menos "encantada" e mais ciente de que por mais que a educação no Brasil tenha debilidades consideráveis, a partir de uma inovação do meu olhar, posso modificar a minha prática e ser uma professora melhor para as crianças. Hoje entendo que não preciso esperar que o que ocorreu na Finlândia aconteça aqui para que minha prática mude, bom seria, mas enquanto isso que eu abra mão de minhas velhas práticas, que eu possa me reinventar, estudar para atuar da melhor forma possível dentro das salas.

2. Releitura da Postagem: "Entendendo essa coisa de PPP", publicada em 18 de março de 2017, disponível em <https://lidioliveirajung.blogspot.com/2017/03/entendendo-essa-coisa-de-ppp.html>.
Nesta reflexão, havia citado o fato de ouvir falar sobre PPP mas não entender sua função, mesmo trabalhando a anos em escolas. Também registrei sobre o vídeo que assistimos onde a partir do mesmo passei a compreender o assunto. Relembrando essa aprendizagem, me remeti as minhas vivências na escola, onde falamos sobre o PPP da escola, discutimos o PPP, sempre observando se nossa prática condiz com os própositos da escola. Hoje um exercício tão simples pra mim, um dia era complicado e teve um momento onde essa janela de conhecimento foi aberta! Foi bom relembrar!

3. Releitura da Postagem: "Que pedagogia quero?", publicada em 18 de março de 2017, disponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2017/03/que-pedagogia-quero.html>.
Poderia dizer que tem aprendizagens que marcam um antes e um depois em nossas vidas. E assim, foi estudar os Modelos Pedagógicos através do Fernando Becker. Na verdade hoje penso que este conteúdo deveria ser a primeira coisa a ser ensinada nos cursos de formação de professores. É de extrema importancia que educadores compreendam que por tras de toda prática existe uma crença de como se dá a relação ensino-aprendizagem e o mais importante é que por trás desta relação existe uma crença sobre as formas que as pessoas aprendem. E conforme a crença do professor toda sua prática será conduzida e mesmo que um professsor não tenha este conhecimento, sua prática ainda assim estará imbuída de uma crença epistemológica. A partir disso, decidi que acredito na Pedagogia Relacional para subsidiar minha prática, então tudo o que faço viso este princípio para que meu trabalho tenha coerência, seja ao planejar uma proposta, seja ao organizar as salas para minhas crianças da educação infantil.

4. Releitura da Postagem: "Com urgência" , publicada em 25 de abril de 2017, disponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2017/04/com-urgencia.html>
Nesta reflexão pontuei o momento em que aprendemos sobre o conceito dos Métodos Globalizados e fiz uma crítica ao trabalho de muitos professores e suas dificuldades em contextualizar os assuntos e ensinar sobre o que é relevante e significativo para a vida dos alunos. Porém hoje minha crítica não fica destinada somente aos professores, mas as formações que são feitas tanto nos cursos de magistério quanto nas graduações onde muitas vezes não são apresentados aos professores outras possibilidades de fazer. Hoje penso também, que infelizmente as vezes os professores encontram nas próprias instituições as resistencias para fazer uma prática diferente e inovadora, muitas vezes se adequando aos regimes tradicionais que insistem em permanecer.

5. Releitura da Postagem: "Projeto de Aprendizagem", publicada em 27 de abril de 2017, disponível em <https://lidioliveirajung.blogspot.com/2017/04/projeto-de-aprendizagem.html>
Trabalho na Educação Infantil e desde que aprendi sobre esta abordagem, coloco ela em prática com as crianças. A partir de observações dos interesses das crianças passamos a pesquisar sobre estes assuntos: já pesquisamos sobre o trem, sobre construções, sobre bolos, etc. Aprendizagens significativas que engajam tanto os educandos quanto os educadores.

6. Releitura da Postagem: "Conhecimentos Vazios", publicada em 15 de março de 2018, disponível em <https://lidioliveirajung.blogspot.com/2018/03/conhecimentos-vazios.html>.
Na postagem faço uma crítica ao fato das tecnologias tornarem as pessoas informadas sobre tudo, porém com conhecimentos sobre quase nada. Além da internet causar essa falsa impressão de conhecimento, ela ainda tem entrado na vida das crianças e tirado algo muito precioso, a capacidade de  viver a realidade. As crianças conhecem os youtubers mais famosos, mas não sabem que o leite vem da vaca e não da caixinha. Reconhecem todas as cores nos vídeos, cantam em inglês, mas não conseguem correr no pátio ou subir em uma árvore. Além de mentes rasas, a internet tende a anular o corpo das crianças e todo potencial de desenvolvimento e aprendizagem que é possível através de experiências que envolvam aspectos motores, afetivo e cognitivo. Como trabalho com a educação infantil faço questão que as crianças em minha escola brinquem com terra, água, areia, subam em árvores entre tantas outras coisas, para que ao menos neste expediente elas tenham a oportunidade de experimentar a vida. Vimos através da interdisciplina de Corporeidade o quanto é importante entender que a criança e o seu humano como um todo, aprendem de forma mais intensa quando seu corpo todo se insere em um momento de aprendizagem. Com certeza, a internet também tem seus aspectos positivos e não há como negar sua existência, o professor precisa buscar as melhores formas de fazer seu uso, mas sempre entendendo que as melhores aprendizagens são aquelas onde estivemos por inteiro.

7. Releitura da Postagem: "Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos/Fernando Becker", publicada em 15 de março de 2018, disponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2018/03/modelos-pedagogicos-e-epistemologicos.html>.
Nesta reflexão retomo novamente o texto de Fernando Becker. Com esta leitura pude reforçar este conteúdo que como já afirmei foi um divisor em minha prática. A partir deste texto, decidi que acreditaria na perspectiva da Pedagogia Relacional para subsidiar minha prática como professora. Quero ressaltar que isso tem influenciado em meus modos de fazer, impactando aspectos como a organização da minha sala, a forma de conduzir as brincadeiras e as atividades de investigação junto as crianças, pois sempre tenho em mente que a criança tras consigo saberes, que eu sou a parceira experiente que prepara os momentos e situações para que através das interações das crianças elas possam desenvolver aprendizagens. Creio que entender os modelos pedagógicos funcione como o termometro de cada professor.

8. Releitura da Postagem: "Linguagem, mais que invenção cultural, necessidade humana", publicada em 06 de agosto de 2018, disponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2018/08/linguagem-mais-que-invencao-cultural.html>.
Nesta postagem reflito a importância da linguagem verbal e o quanto ela se apresenta muitas vezes como um instinto e uma necessidade. Mas ao fazer sua releitura me deparo com a percepção do quanto nossa cultura e sociedade supervalorizam a linguagem verbal. Neste um ano desde que escrevi a postagem, estudei muitos sobre crianças pequenas, crianças que muitas vezes nem falam, e elas não possuem linguagem? Não se comunicam? Claro que sim, elas produzem linguagem através do olhar, de expressões faciais, expressões corporais, balbúcios, choros, etc. E na verdade, os próprios adultos também produzem linguagem dessa forma. E para nós professores, essa sensibilidade em perceber outras linguagens nos alunos é de extrema importância para que o mesmo seja compreendido e respeitado em sua totalidade. Essa percepção nos faz compreender melhor e valorizar mais as pessoas surdas, sua cultura e sua linguagem.

9. Releitura da Postagem: "Muito mais que", publicada em 06 de agosto de 2018, disponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2018/08/muito-mais-que.html>
Nesta postagem me deparo com a ideia de que alfabetizar adultos e jovens não é apenas ensinar a ler e escrever mas também resgatar a capacidade de um ser humano em pensar criticamente sobre alguma coisa. A partir do momento que uma pessoa consegue ler e escrever com autonomia ela tem sua auto estima elevada e ela passa a ter o domínio sobre suas decisões e direitos de ir e vir. Coincidentemente essa semana estava na minha mãe e chegou uma vizinha sua. Uma jovem de 22 anos que por conta de uma gravidez interrompeu seus estudos. Agora, ela retornou e esta na EJA de uma escola particular de nossa cidade. Ela estava contando com brilho nos olhos sobre sua escola, sobre seus professores, no caso dela ela já era alfabetizada, mas o fato de ter a oportunidade de voltar a estudar devolveu dignidade para ela e abriu a janelinha das possibilidades, pois ela já estava contando sobre as opcoes de cursos que pretende fazer na faculdade. Estudar eleva as pessoas, amplia suas possibilidades, amplia o mundo, faz as pessoas compreenderem que podem ir mais longe e conquistar seus ideais e objetivos.

10. Releitura da Postagem: "O preço da Educação", publicada em 24 de outubro de 2018, diponível em < https://lidioliveirajung.blogspot.com/2018/10/o-preco-da-educacao.html>
Na postagem fiz uma reflexão sobre a importância de pensar os aspectos financeiros para que se possa adquirir materiais, brinquedos, objetos e assim garantir uma riqueza nas propostas nas escolas. Pois se quero, por exemplo, fazer uma culinária para trabalhar matemática precisa ser adquirido os ingredientes. Mas o fato, é que ao reler a escrita, e ao me deparar com o título me encontro com outro tipo de preço da educação, um preço que não é de valor, não é material, mas é um preço daquilo que se acredita ser o melhor a fazer.
Vou dar alguns exemplos, primeiro ainda na época do meu estágio, trabalhava com as crianças sobre a história do papel e planejei confeccionar com as crianças folhas de papel a partir de folhas de árvores. Levei bacias, água, liquidificador, peneiras, folhas de bananeira para a sala de aula, para junto com as crianças desenvolver a experiencia. Evidentemente a manipulação desencadeou uma "bagunça" controlada, prevista e necessária. Porém, naquele momento a coordenadora pedagógica da escola entrou na sala e disparou: "Nossa, que bagunça!". Sua fala me desconsertou, ressaltei que iria organizar. Fico pensando em quantos professores, diariamente ouvem estas críticas de seus gestores e por vezes se amedontram e deixamde trabalhar assim por conta disso. Na escola que trabalho, fazemos muitas propostas com tintas, massinhas com as crianças e quase que semanalmente há reclamações das tias da limpeza pelo fato das professoras fazerem "bagunça". Todas estas falas e tantas outras situações tendem a desanimar e desmotivar, mas o fato é que é preciso travar uma luta, pagar um preço pela educação para garantir que nossos alunos tenham práticas mais dignas e significativas.






Um comentário:

  1. Lidiele,
    Expõe suas reflexões de forma clara e objetiva, apresentando as mesmas com teorias já estudadas aliadas com a prática educacional.
    Que todo conhecimento adquirido em sua trajetória acadêmica venha a contribuir ainda mais em sua profissão.
    Forte abraço!

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