domingo, 9 de outubro de 2016

Ver e Olhar!

Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver de Márcia Tiburi).
Com este pequeno trecho do texto de Márcia Tiburi posso ampliar, reforçar as minhas convicções sobre a diferença entre estes dois termos: Ver e Olhar, ao qual no semestre passado foram explanados pelo texto de Simone Bicca Charczuk.
O conhecer e entender a definição dos conceitos destes termos tem me feito uma educadora mais sensível, analítica. Tenho tentado VER minhas crianças, suas especificidades, individualidade. Penso que se todos os profissionais entendessem a importância deste termo teríamos uma educação mais humana, atenta ao que cada um precisa para se desenvolver conforme suas necessidades.

Seguindo o rumo!

Mais um semestre começando, isso significa que prazos foram vencidos e  novos conteúdos  foram aprendidos. E agora, inicia mais um ciclo, com novas aprendizagens, novos desafios. E esses novos desafios se chamam: Representação do mundo pelos estudos sociais, Representação do mundo pela matemática, Representação do Mundo pelas ciencias naturais e o Seminário Integrador de sempre! Estou com muitas expectativas sobre as oportunidades de ampliar minha visão sobre as várias possibilidades de ver o mundo!

sábado, 9 de julho de 2016

A encantadora música da língua dos sinais

Sempre me perguntei, inclusive é o tema do meu pbwork deste semestre: É possível o surdo entender, sentir e fazer música?
Este vídeo: A encantadora música da língua dos sinais, veio responder minhas perguntas!
É lindo entender o quanto um surdo desenvolve a sensibilidade, compreendendo o som, através da observação de como as pessoas reagem e se comportam em relação ao som. Como somos ouvintes, nos limitamos a entender somente os aspectos sonoros, ligados a audição, esquecendo que a música também é feita de tato, de um corpo que se move e demonstra uma reação diferente à música.
Na cultura surdo movimento equivale ao som!! Incrível, todos somos capazes de sermos tocados pelo poder da música, de formas diferentes, mas todos capazes!!

Muitas expressões!

         Sempre fiquei olhando para os poemas e pensando como explorá-los? Que bom que temos respostas!
Ao trabalhar um poema com nossos pequenos, podemos explorar oralmente, mas também através de outras expressões: música, teatro, artes plásticas, jogos, etc.
         Que bom que um poema pode ampliar sua vida através de muitas expressões!!!

MInha voz, minha vida!!

É uma lástima que nossos cursos de formação, percam tantas oportunidades para formar profissionais capazes e completos. Hoje estou tendo a oportunidade de receber conhecimentos preciosos na UFRGS, mas durante o período de 5 anos cursei o Magistério e jamais ouvi alguma orientação sobre cuidados com a minha voz. E este filme Minha Voz, Minha Vida! trouxe uma reflexão muito importante! Quando não cuidamos da voz, não cuidamos da nossa saúde e nem do nosso principal instrumento de trabalho. Mas que bom que não é tarde e que podemos começar bons hábitos como: aquecimento, diminuir ruídos, não gritar, tomar bastante água, para que assim possamos dar vida longa a nossa voz!

Unidades da LIBRAS

LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA: ASPECTOS LINGUÍSTICOS Lodenir Becker Karnopp

(...) pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos. (WRIGLEY 1996, p. 13)

Wow! A LIBRAS é muito mais elaborada do que eu pensava! E me chamou atenção os seus parâmetros ou unidades estudados por uma das áreas da Linguística:  Fonética e Fonologia das línguas de sinais.

(a) configuração de mão (CM) (b) locação da mão (L) (c) movimento da mão (M) Análises posteriores sugeriram a adição de outras unidades ou parâmetros, a saber: (d) orientação da mão (OM) (e) expressões não-manuais: expressões faciais (EF) e corporais (EC).

Uma língua organizada, que identifica e legitima uma comunidade muito especial!

Nada sobre os surdos, sem os surdos!!

“Nada sobre nós, surdos, sem nós, surdos!”
Esta frase inicia o texto: Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro de  Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende da Interdisciplina de Libras. Ao ler o texto me deparei com a luta entre uma comunidade ouvinte que acha que sabe o que é o melhor para os surdos, como se fossem os donos da verdade e tivessem o direito de ser superiores a alguém. E do outro lado a luta de uma comunidade surda, que luta contra o fechamento de suas escolas, pois este é o ambiente onde tem melhores condições de aprender, socializar, de entender e se fazer entendido. Confesso que também achava a inclusão algo bacana! Mas inclusão, sem uma total integração de condições para a comunicação, para o acesso as aprendizagens é uma grande mentira e algo sem próposito algum! Nada melhor que a própria comunidade surda indicar o que é melhor para eles!
Nada sobre surdos, sem os surdos!